A cocaína apreendida em poder de um policial na Ponte Rio Negro, no domingo, foi capturada de traficantes em julho do ano passado , no Municipio de Tonantins, interior do Amazonas. Karl Max - esse é o nome do "chefe de polícia" - não representa nenhum cartel. Ele simplesmente se assenhoreava de um produto ilícito, depois de simular a incineração. Sua prisão revela que o aparelho policial, notadamente no interior do estado, é corrupto e atua muitas vezes à margem da lei. É de estranhar que o chefe de policia afirme que o produto de uma apreensão foi queimado, passando por cima de procedimentos que envolvem inclusive uma autorização judicial.
Tonantins é uma terra sem lei. Lá manda o delegado. O juiz e o promotor estão sediados em Santo Antônio do Içá.
Justiça ausente gera esse tipo de anomalia e a sensação de impunidade - essa mesma impunidade que estimulou, por exemplo, o policial a desintocar a droga e trazê-la para Manaus em uma picape. Deu azar e foi preso.
COM A VASSOURA NA MÃO

Embora insista que está em campanha apenas para reconstruir Manaus, o prefeito Artur Neto não dispensa convite e está em “todas” . Com habilidade política, presença de espírito e senso de oportunidade, acaba de concretizar um projeto que já lhe rendeu muito dor de cabeça nas eleições passadas: a retirada dos camelôs do Centro de Manaus.
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Na hora da limpeza, Artur pegou a vassoura e abriu a sessão de lavagem das calçadas junto com os garis da prefeitura. Mas antes mesmo de concluir a operação, no sábado foi bater ponto no carnaval no Centro nas bandas da Bica e da Difusora e conferiu que está de bem com a população local.
MELO ACOMPANHA
Outro que não perdeu a oportunidade de conferir a mudança histórica no Centro da cidade foi o vice-governador José Melo. Mostrando que pode “colar”no seu provável maior aliado numa futura composição pela reeleição, Melo mostrou desembaraço e posou para fotos ao lado de Artur.
PRESSÃO DEPENDE DE BANCADA UNIDA
Somente uma força-tarefa da bancada da Amazônia, que tem 65 deputados, na Câmara, para pressionar o governo pela votação da PEC da prorrogação da Zona Franca. Mas se a ZFM une todos os estados da região pelos benefícios que traz, na política a desunião é grande: cada bancada age a seu modo e cuidando de interesses locais.
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O poderoso conselheiro de Dilma, José Sarney, por exemplo, só pensa em levar a ZF para o Amapá. Ao contrário de paulistas, cariocas, mineiros e sulistas, que atuam em bloco no Congresso Nacional.


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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