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O BOTOX QUE BRAGA ESTOCAVA NA CEMA

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Por Coluna do Holanda
18/10/2012 04h00 — em Coluna do Holanda

Era o dia 27 de abril de 2006, 9 horas e 24 minutos (Brasília), quando a então deputada Vanessa Grazziotin subiu a tribuna da Câmara para atacar o governador do Amazonas, a época Eduardo Braga.  Vanessa acusou o governo do hoje senador de direcionar licitações e de usar a Central de Medicamentos para desviar recursos públicos. Vanessa nem sonhava que  iria ser, anos depois, aliada de Eduardo Braga...


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Durante seu discurso - você pode ouvir aqui na coluna- Vanessa fez outra denúncia. A de que o governo de Braga estocava botox em grande quantidade", que segundo a hoje candidata a prefeitura de Manaus -  daria para abastecer o serviço público pelos próximos 200 anos.

O DIA QUE SERAFIM ATACOU ARTUR

Os políiticos de um modo geral não aprendem.  Serafim Correa cometeu o mesmo erro de Vanessa...

No passado, atacou o PSDB -  partido com o qual o seu PSB se aliou agora - e fez insinuações de que Artur Neto, então homem forte do governo Fernando Henrique, não era de nada. Hoje as imagens estão sendo exibidas por Vanessa, que também não olha nem para o próprio umbigo. Veja vídeo

HARMONIA TEM EXPLICAÇÃO

A harmonia é tanta entre militantes dos candidatos Artur e Vanessa que ontem novamente as bandeiras com o 45 e o 65 estavam literalmente misturadas na Avenida Brasil, enquanto as conversas corriam soltas entre os dois grupos. Perguntada se não ocorria desentendimentos, uma militante do 65 respondeu com simplicidade “aqui quase todo mundo vota no Artur”. Ta explicado.Inimigos ontem, aliados hoje.

 

FILHO CONTRARIA SABINO

Enquanto o deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB) fecha aliança com a prefeiturável Vanessa Grazziotin (PCdoB), o segundo filho do parlamentar declarou ontem voto aberto ao prefeiturável Artur Neto (PSDB), no seu perfil pessoal do facebook. Reiner Castelo Branco disse que chegou a pedir votos para a senadora, mas que após constatar que evangélicos estavam sendo usados de forma indevida na campanha da comunista, decidiu mudar.

Abaixo a transcrição do post de Reiner

"Refleti  muito esses Dias, por motivo de religião eu não vou pedir votos para Vanessa, ao meu ponto de ver todos os evangelicos que Estão pedindo votos para ela um dia Deus vai Cobrar e eu não posso entrar em grupo que brinca com a palavra de Deus, por isso a partir de hoje sou Arthur 45 :) Bom dia a todos."

Belão costura eleição da ALE

O deputado estadual Belarmino Lins (PMDB) tem se saído um verdadeiro jogador  de xadrez no processo de articulação para a sucessão da presidência da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM). O parlamentar, que planeja voltar ao comando do Poder Legislativo. Belão,  como é popularmente chamado pelos servidores da ALE-AM, é sempre chamado para apagar incêndios e como a base aliada não anda tão bem afinada como antes, Belarmino preenche todos os requisitos de um conciliador de sucesso.

SEM CONSENSO


Não houve consenso. Os assessores dos candidatos Vanessa Grazziotin (PCdoB) e de Artur Neto (PSDB) não conseguiram chegar a um consenso e a TV Em Tempo se viu obrigada a cancelar o debate do segundo turno marcado para segunda-feira, dia 22, entre os dois prefeituráveis. A data é a mesma definida pela presidente Dilma para vir a Manaus e participar de um comício em apoio à Vanessa.

 
IPTU PROGRESSIVO

A procuradora Helen Frota, que representou a Procuradoria Geral do Município nas discussões sobre o novo Plano Diretor, insistiu ontem na inclusão de três questões polêmicas no projeto: o IPTU progressivo, a arrecadação ao Município de bens abandonados e a conversão de condomínios fechados. Segundo ela, as áreas mais atingidas seriam a zona Oeste (Ponta Negra/Tarumã) e o Centro da cidade.

FIGURAS SAEM DA GAVETA

 
Na solenidade de entrega da medalha Rui Adriano ao ex-deputado federal, médico e pesquisador Euler Ribeiro, ontem na Câmara de Vereadores, o homenageado mostrou  prestígio . Além de dezenas de amigos e admiradores, tirou da gaveta figuras que andavam sumidas dos meios políticos, como o ex-governador Vivaldo Frota e o ex-secretário de Fazenda e de Indústria e Comércio, Osíris Silva, que foram prestigiar o evento.

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 Em seu discurso ao médico Euler Ribeiro, o presidente da Câmara, Isaac Tayah, parodiou o evangelista São Matheus ao perguntar aos presentes “Que grande homem é este?”, referindo-se ao homenageado. E acrescentou, referindo-se às qualidades de político, professor e pesquisador: “É um grande homem, para o qual nós temos que olhar o tempo todo”. 

Sessão: 061.4.52.O Hora: 09:24 - TRANSCRIÇÃO DA FALA DE  VANESSA

Orador: VANESSA GRAZZIOTIN, PCDOB-AM Data: 27/04/2006

A SRA. VANESSA GRAZZIOTIN (PCdoB-AM. Sem revisão da oradora.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, companheiras e companheiros, há algum tempo venho ocupando esta tribuna para falar de graves problemas, em relação à compra de medicamentos no Amazonas, que ocorrem desde o Governo passado, quando da criação da Central de Medicamentos. Por meio desse órgão, promove-se a compra de medicamentos para abastecer não apenas a rede pública estadual, mas também a grande maioria dos Municípios do interior do Estado.

As denúncias divulgadas com certa freqüência são extremamente preocupantes. Já é grave o fato de o Poder Público desviar recursos públicos para outro fim, e a situação piora mais ainda quando a corrupção ocorre na área da saúde pública, setor tão importante e carente.

Sou farmacêutica. Tenho falado com freqüência sobre a necessidade de incluirmos uma política de assistência farmacêutica mais sólida no Sistema Único de Saúde. Não adianta nada ter o equipamento, o hospital, contar com o médico, se não há o insumo final, o medicamento que vai agir diretamente na recuperação da saúde das pessoas.
Sr. Presidente, quando há desvio de recursos públicos nessa área, devemos nos preocupar e chamar a atenção de todos.
Segundo levantamento feito por Deputados da Assembléia Legislativa do Amazonas - cito particularmente o Deputado Eron Bezerra, do meu partido -, o Governo do Estado gastou aproximadamente 500 milhões de reais com a compra de medicamentos; ou seja, meio bilhão de reais, no período de 1998 a 2005.

As denúncias começaram a ser fortalecidas a partir de 2001, quando o então Governador decidiu dispensar de licitação a compra de medicamentos, passando a comprá-los, segundo ele, da Organização Pan-Americana da Saúde - OPAS. Alardeou ainda pelo Estado inteiro que os medicamentos seriam muito mais baratos e que viriam da Holanda. Na realidade não houve nada disso. O Tribunal de Contas fez uma investigação posterior e descobriu que os medicamentos não vieram da Holanda e também que havia indícios de remessa ilegal de recursos para o exterior.
Solicitamos maiores informações, por meio de requerimento à Câmara dos Deputados. Percebemos que os medicamentos eram de laboratórios norte-americanos e espanhóis, com preço muito superior ao praticado no mercado nacional.
Como se não bastasse, Sr. Presidente, o atual Governador parece entender que a Central de Medicamentos é um bom caminho também para desviar recursos. Tanto é que já houve intervenção da Justiça Federal na Central de Medicamentos, retirando do Governo do Estado a administração daquele órgão. Posteriormente, ela assinou com o Governo do Estado um ajuste de conduta, que também nunca foi cumprido.

O que ocorre hoje no Estado do Amazonas é o mesmo que ocorria no passado, o que é grave. Segundo denúncias comprovadas do Ministério Público Federal e do Tribunal de Contas da União, e não da Oposição, as licitações no atual Governo são manipuladas, mascaradas.

Fábricas e laboratórios produtores de medicamentos são proibidos de participar das licitações, porque se exige que medicamentos produzidos por vários laboratórios sejam entregues por um mesmo fornecedor, o que, é claro, faz o preço subir. Um medicamento que poderia estar custando para o Estado 2 ou 3 reais é comprado da distribuidora por 4 ou 5 reais.

Não dá para continuar desse jeito. Quem mais sofre com isso é a população do Estado do Amazonas, que não dispõe de recursos para comprar medicamento na rede privada e, por isso, é obrigada a recorrer à unidade pública de atenção à saúde.

E os recursos vão para onde? Para que V.Exas. tenham uma idéia, a última fiscalização detectou que a quantidade de botox existente no estoque do Estado dava para abastecer o serviço público pelos próximos 200 anos. Ou seja, há um completo descaso em relação ao assunto. Infelizmente, não será instalada agora, na Assembléia Legislativa, a CPI para investigar a questão. Os Deputados que retiraram suas assinaturas disseram o seguinte: "Não queremos a CPI agora porque estamos às vésperas das eleições. Não queremos fazer palanque para ninguém".

O desafio está aceito, Sr. Presidente. Ao final das eleições, nós, do Amazonas, exigiremos a instalação dessa CPI. Ela é necessária para acabar, de uma vez por todas, com essa farra do desvio dos recursos no Estado, por meio da compra de medicamentos.

Muito obrigada.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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