A gente só vê defeitos nas pessoas. Até que elas morrem. É quando se descobre qualidades que estavam à nossa vista. Quando não faz mais sentido reconhecer virtudes, a morte nos trai e dizemos coisas que deveríamos ter dito bem antes de uma ausência que se tornou permanente.
Será que é preciso um amigo morrer para revelarmos o quanto o prezávamos? Ou reconhecer em vida que aquele vizinho é um cara legal?
Mas não é tarde para falar de um homem que venceu por méritos. Seu nome: Alfredo Paes. Vocês ou o conheciam ou ouviram falar dele. Mal, às vezes; bem, quase sempre.
O último dia de Alfredo Paes, o Alfredinho, foi de solidão. Internado em um hospital de São Paulo, ele foi embora no silêncio da madrugada desta quinta-feira, deixando para trás um sofrimento que vinha de longe.
Poucos sabiam que ele tinha um problema de saúde grave, que durava quatro anos.
Deixa saudade…


Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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