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Coluna do Holanda

Negócio entre amigos

Coluna do Holanda
Por Holanda
22/07/2011 12h02 — em Coluna do Holanda
A construção de um shopping para abrigar os camelôs em Manaus será entregue novamente a uma empresa privada. A prefeitura entra com o dinheiro das indenizações dos prédios, alguns históricos, com a limpeza do terreno, com a liberação da obra, enquanto a construtora, que estão chamando de consórcio, coloca os tijolos e a argamassa, faz algumas divisões e fica com o imóvel. É um negócio entre amigos,  financiado pelo contribuinte.

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O prefeito Amazonino Mendes tem outro nome para essa mania de beneficiar os que sentam a sua mesa, tomam do seu café  e jogam dominó com ele: parceria público-privada. Só que neste caso a privada leva vantagens, como também ganham proprietários de prédios que perderam valor de mercado e que agora vêem seus imóveis ser supervalorizados. São  familias de peso - algumas donas de meios de comunicação, outras com parentes influentes na política.

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Os camelôs, que serão colocados em cubiculos, também vão ajudar a pagar essa conta. Nada é de graça para quem não participa da mesa do prefeito de Manaus,


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O que mais impressiona é que o Ipaam colocou uma venda nos olhos para mais essa violência contra o patrimônio histórico da cidade...

Uma noite de Lua Cheia




As fotos  que você vai ver agora  não foram mexidas, editadas ou alteradas. Revelam um momento de transformação  em plena Lua Cheia de Parintins. Histórias de lobisomem existem, mas...



...  a cena  é reveladora da alma humana. Da  alma do fotógrafo, que manejou com sensibilidade a sua câmera  ...

Pauderney inconformado

O deputado Pauderney Avelino (DEM) não se conforma, nem deve, com a atitude do governador do Estado de São Paulo que está movendo guerra fiscal contra o Amazonas na questão dos tablets. Avellino pinçou a defesa de Alckmin: não só os tablets são seu alvo. A energia eólica, que tem mais potencial no Nordeste, também está na ‘lista’ do governador paulista. Em outras palavras, a condenação da guerra fiscal que Alckmin defende é apenas discurso oco, pra variar.

Recuperação do Centro

O vereador Wilker Barreto (PHS) está defendendo a ‘recuperação’ do Centro histórico de Manaus.  Argumentar que “é justo uma empresa se prontificar a recuperar” a área é demagogia. Empresas vivem de lucros e o Centro histórico de Manaus deve ser restaurado, não recuperado. A cessão de direito de uso deve ter garantias oferecidas ao município para preservar um patrimônio arruinado por anos de desleixo do poder público.

O que há com o João ?

O até há pouco senador e agora suplente, João Pedro (PT),  parece encarnar o papel esnobe de não precisar de votos para ser senador. Aliás, como ele não recebeu nenhum voto para ser suplente, deve achar que não tem obrigação nem com seus 3.855 seguidores do Twitter, esquecidos desde o dia 6 de julho. JP não não se dignou a dizer nem um até breve, ou, dependendo de sua disposição, um adeus. Goodbye JP.

Marka, sem prejuízo


O diretor de administração da Câmara Municipal de Manaus, Raimundo Nonato Menezes da Rocha, com o aval do presidente em exercício, vereador Marcel Alexandre (PMDB) contratou, sem licitação, a empresa Marka Reformas para “prestação de serviço de manutenção preventiva e corretiva em infra-estrutura predial da Câmara. O valor do contrato é   R$ 309 mil. A escolha da Marka, sem passar pela avaliação da proposta de outras empresas, foi feita, segundo justificativa publicada no Diário Oficial do Município, "para evitar prejuízos aos cofres públicos".
 
Transparência do TCE


O exercício de 2011 já está no fim de julho e os números da prestação de contas do Tribunal de Contas do Estado (TCE) ainda não foram atualizados. A totalização das despesas executadas que aparecem no endereço http://sistemas.sefaz.am.gov.br/transpprd/mnt/despesa/execDespAnoPoderUg.do?method=Pesquisar&counidadegestora=002101&anoexercicio=2010&copoder=1  ainda se referem ao ano de 2010. 

Sem creches

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) repassou, nesta semana, R$ 82,5 milhões a 266 municípios de 23 estados brasileiros para a construção de creches por meio do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância). A depender desses recursos, as creches prometidas pelo prefeito Amazonino Mendes não vão sair mesmo. O Amazonas foi contemplado com R$ 773 mil, mas quem leva a grana são os municípios de Boca do Acre, Careiro e Manaquiri.

Presença ausente

No evento sobre jornalismo científico  apresentado na noite de ontem no Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), os participantes, pesquisador Reinaldo Correa, jornalista Álvaro Corado e Tatiana Lima foram questionados sobre se o crescimento da cidade e a chegada de migrantes tem a ver com as invasões. A resposta  foi: "O Poder Público é uma presença ausente no que diz respeito a essa temática. Ele escolhe quando agir". Mais explicado do que isto, só escrevendo um livro sobre o tema.
 
O dia em que José Melo atrapalhou

Hoje na cadeira de vice do governo  Omar Aziz,  o professor José Melo  (PMDB) já passou poucas e boas para garantir lugar na política. Em 2002, até o momento da convenção (29 de junho), era ele o candidato a vice de Eduardo Braga, com apoio do então governador Amazonino Mendes. No meio da festa soube que havia sido trocado por Omar Aziz e a partir daí , com o coração partido, começou a correr contra o tempo para disputar a eleição para deputado estadual. Provocou alvoroço. Não dava mais tempo, as chapas estavam fechadas.  Mas como sempre é possível se dar um jeitinho, um candidato do PSC ficou convencido de que era melhor dar a vez a José Melo e assim foi feito. O PSC estava coligado com o PFL (hoje DEM), seu partido na ocasião.  

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 Deputados na luta pela reeleição não esconderam o desconforto. Temiam que o professor  repetisse a estrondosa votação para deputado federal, em 1998, quando contabilizou 93.521 votos, ultrapassando  Arthur Neto (PSDB), que teve 73.783. Faziam cálculos, estimativas, tentando “adivinhar” de quem Melo poderia tirar votos. E ele,  no seu jeito humilde de ser, jurava não querer provocar constrangimento a ninguém, mas contava com os prefeitos e professores.  Mas como guerra é guerra, Melo mandou um recado,numa entrevista em julho de 2002: “Eu só disputo uma vaga:sobram 23. Todo mundo tem seu espaço”. Ganhou com 29.292 votos.

Vai encarar, Mário Frota?

O  veeador Mário Frota não gostou nada da notícia do ingresso do prefeito Amazonino Mendes no PDT e já  está de malas prontas para deixar o partido. O vereador tem uma grande mágoa do Negão e nunca o perdoou.

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Tudo aconteceu em julho de 2001, quando a revista IstoÉ publicou denúncia contra  Mário, que era deputado,tendo com base uma gravação onde ele negociava uma propina de 5 milhões de dólares. Escândalo nacional. A fita era uma fraude, mas antes de se descobrir que um auxiliar imitara a sua voz na gravação, o escândalo propada rapidamente pela imprensa em todo o país, desnorteou Frota.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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