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MPE PEDIRÁ CASSAÇÃO DE OMAR, EDUARDO E VANESSA

Coluna do Holanda
Por Holanda
29/10/2010 11h28 — em Coluna do Holanda
O procurador Edmilson Barreiros não  tem comparecido as reuniões do Tribunal Regional Eleitoral. Ele está dedicando todo o seu tempo a uma Aije - Ação de Investigação Judicial Eleitoral - que deve ser apresentada ao TRE-Amazonas nos próximos dias, com pedido de cassação dos registros ou diplomas do governador eleito, Omar Aziz, dos senadores também eleitos Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga, além da  inelegibilidade do candidato derrotado nas eleições de 3 de outubro, Alfredo Nascimento. Eles teriam incorrido em crimes que vão  da compra de votos ao uso indiscriminado dos meios de comunicação. Omar, de acordo com fontes do Blog do Holanda, será acusado de ter utilizado a máquina do estado para conquistar votos, além de fazer uso  de programas, como o " Fala Governador",  para fazer propaganda, entre outros delitos eleitorais que apontam para o remédio da " cassação do registro ou diploma", mesma sanção que o procurador pedirá seja aplicada aos senadores eleitos Vanessa Grazziotin e Eduardo Braga.

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O procurador já vinha costurando essa AIJE desde o início do processo eleitoral, quando representou contra o governador Omar Aziz por supostamente usar programas como o Zona Franca Verde, que distribuiu implementos agrícolas no interior - para conquistar votos as custas da máquina do estado. Algumas representações chegaram a ser acolhidas pelo TRE - Amazonas, que mandou aplicar  multas a Omar. Agora Barreiros dirá que a justiça reconheceu os " delitos" e que o passo seguinte é a cassação do registro ou diploma.

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Barreiros dirigirá também sua metralhadora para alguns deputados eleitos. No bolo dessa AIJE a ser encaminhada ao TRE entra quase todo mundo que conquistou mandato em 3 de outubro. Se  prosperar, pode não sobrar ninguém, ou numa longínqua hipótese de cassação do governador, e o reconhecimento da inelegibilidade de Alfredo Nascimento, acabaria assumindo o governo do Amazonas o terceiro colocado nas eleições de outubro, o vereador Hissa Abrahão.

CARGOS DA CONTROLADORIA


A prefeitura de Manaus criou a Controladoria Geral do Município (CGM), órgão que, de acordo com a lei que lhe dá existência, tem como objetivo controlar o patrimônio, finanças, orçamento e contabilidade municipal. Para fazer seu trabalho, a CGM tem à sua disposição 37 cargos em comissão e seis funções gratificadas além dos demais servidores de apoio. É bom que a nova repartição cumpra sua finalidade e não seja apenas mais um cabide por onde some a grana do contribuinte.

PREÇO DOS CONSULTORES

O Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus  (Prourbis), vai ter um custo de R$  5,795 milhões relativo ao exame e julgamento das Propostas de Seleção de Consultores para Apoio ao Gerenciamento de suas atividades. Se a consultoria vai custar tudo isso, o valor do programa deve ser, também, muito salgado. Evocê já sabe de qual bolso sairáz o dinheiro para pagar essa conta.

MARCAÇÃO CERRADA

A audiência pública do presidente nacional da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, realizada ontem na Assembleia Legislativa do Amazonas teve marcação cerrada dos deputados Luiz Castro, Marcos Rotta e Chico Preto. Este último ficou indignado com referência de Muniz Lopes que qualificou bairros periféricos de Manaus como ‘o fim do mundo’. O presidente da Eletrobrás teve a cortesia de se retratar ainda durante a audiência.

NINGUÉM SABE

As desculpas que os técnicos e executivos da antiga Manaus Energia e mesmo da Amazonas Energia já deram para apontar as causas do apagão manauense passam pelas árvores não podadas, a vazante de rios, o calor, entre outras, mostram que ainda não foi descoberta a causa dos cortes energéticos. O presidente da Eletrobrás, Muniz Lopes, diz que recursos não faltam. Só que o Piauí tem R$ 1 bilhão em orçamento para este ano, enquanto o Amazonas só dispõem de  R$ 800 milhões.

PORTA ARROMBADA


É impressionante como depois do acidente ocorrido no Porto Chibatão acorreram autoridades para mostrar defeitos, indicar irregularidades de forma extemporânea. No dia de ontem uma comissão da Câmara Municipal de Manaus e da  Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq) estiveram por lá para obter um pouco de luminosidade nos holofotes da imprensa.

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Onde está a fiscalização dos órgãos (in)competentes que nada fizeram para evitar a tragédia que ceifou a vida de duas pessoas? Por que não foram apontadas irregularidades pelas inspeções prévias dos órgãos encarregados de liberar o funcionamento do porto? Para que servem mesmo tais cabides de emprego?

PAPAGAIO SEM CEROL


A iniciativa dos vereadores Homero de Miranda Leão (PHS) e Cida Gurgel (PRP) de proibir a utilização de cerol (cola misturada com vidro) usado nas linhas para empinar papagaios de papel é das mais positivas. Não se justifica que uma brincadeira tão popular leve risco para a vida das pessoas. Talvez o erro seja chamar de ‘pipa’ o nosso papagaio de papel que é como o brinquedo sempre foi conhecido no Amazonas.


 
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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