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O procurador já vinha costurando essa AIJE desde o início do processo eleitoral, quando representou contra o governador Omar Aziz por supostamente usar programas como o Zona Franca Verde, que distribuiu implementos agrícolas no interior - para conquistar votos as custas da máquina do estado. Algumas representações chegaram a ser acolhidas pelo TRE - Amazonas, que mandou aplicar multas a Omar. Agora Barreiros dirá que a justiça reconheceu os " delitos" e que o passo seguinte é a cassação do registro ou diploma.
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Barreiros dirigirá também sua metralhadora para alguns deputados eleitos. No bolo dessa AIJE a ser encaminhada ao TRE entra quase todo mundo que conquistou mandato em 3 de outubro. Se prosperar, pode não sobrar ninguém, ou numa longínqua hipótese de cassação do governador, e o reconhecimento da inelegibilidade de Alfredo Nascimento, acabaria assumindo o governo do Amazonas o terceiro colocado nas eleições de outubro, o vereador Hissa Abrahão.
CARGOS DA CONTROLADORIA
A prefeitura de Manaus criou a Controladoria Geral do Município (CGM), órgão que, de acordo com a lei que lhe dá existência, tem como objetivo controlar o patrimônio, finanças, orçamento e contabilidade municipal. Para fazer seu trabalho, a CGM tem à sua disposição 37 cargos em comissão e seis funções gratificadas além dos demais servidores de apoio. É bom que a nova repartição cumpra sua finalidade e não seja apenas mais um cabide por onde some a grana do contribuinte.
PREÇO DOS CONSULTORES
O Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), vai ter um custo de R$ 5,795 milhões relativo ao exame e julgamento das Propostas de Seleção de Consultores para Apoio ao Gerenciamento de suas atividades. Se a consultoria vai custar tudo isso, o valor do programa deve ser, também, muito salgado. Evocê já sabe de qual bolso sairáz o dinheiro para pagar essa conta.
MARCAÇÃO CERRADA
A audiência pública do presidente nacional da Eletrobrás, José Antonio Muniz Lopes, realizada ontem na Assembleia Legislativa do Amazonas teve marcação cerrada dos deputados Luiz Castro, Marcos Rotta e Chico Preto. Este último ficou indignado com referência de Muniz Lopes que qualificou bairros periféricos de Manaus como ‘o fim do mundo’. O presidente da Eletrobrás teve a cortesia de se retratar ainda durante a audiência.
NINGUÉM SABE
As desculpas que os técnicos e executivos da antiga Manaus Energia e mesmo da Amazonas Energia já deram para apontar as causas do apagão manauense passam pelas árvores não podadas, a vazante de rios, o calor, entre outras, mostram que ainda não foi descoberta a causa dos cortes energéticos. O presidente da Eletrobrás, Muniz Lopes, diz que recursos não faltam. Só que o Piauí tem R$ 1 bilhão em orçamento para este ano, enquanto o Amazonas só dispõem de R$ 800 milhões.
PORTA ARROMBADA
É impressionante como depois do acidente ocorrido no Porto Chibatão acorreram autoridades para mostrar defeitos, indicar irregularidades de forma extemporânea. No dia de ontem uma comissão da Câmara Municipal de Manaus e da Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq) estiveram por lá para obter um pouco de luminosidade nos holofotes da imprensa.
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Onde está a fiscalização dos órgãos (in)competentes que nada fizeram para evitar a tragédia que ceifou a vida de duas pessoas? Por que não foram apontadas irregularidades pelas inspeções prévias dos órgãos encarregados de liberar o funcionamento do porto? Para que servem mesmo tais cabides de emprego?
PAPAGAIO SEM CEROL
A iniciativa dos vereadores Homero de Miranda Leão (PHS) e Cida Gurgel (PRP) de proibir a utilização de cerol (cola misturada com vidro) usado nas linhas para empinar papagaios de papel é das mais positivas. Não se justifica que uma brincadeira tão popular leve risco para a vida das pessoas. Talvez o erro seja chamar de ‘pipa’ o nosso papagaio de papel que é como o brinquedo sempre foi conhecido no Amazonas.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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