Manaus vive um drama que se repete a cada chuva: as encostas cedem, as ruas alagam e o sofrimento é o mesmo do inverno passado: blecautes, gente protestando sobre escombros que afinal representam também a história de uma vida.
São esperanças que a enxurrada leva, e dramas que ficam.

Sem uma rede de drenagem capaz de absolver parte da água das chuvas, a cidade vira rio, trava na sua funcionalidade e revela o quanto continua despreparada para um fenômeno natural, previsto pela meteorologia, que mede inclusive a sua intensidade.
Mesmo assim o espanto é o mesmo, o estrago é o mesmo, o mesmo desespero das pessoas, a mesma desculpa das autoridades, a mesma passividade diante de um problema que pode, senão ser resolvido, amenizado..
Basta haver investimentos em uma rede de drenagem pluvial eficiente.
O que falta é vontade. A politica tem dessas coisas: rede de dregnagem não aparece. O que ela evita são os desastres, mas isso nem a população nota... (RH)
ROTTA E O REAJUSTE
Para o vice-prefeito Marcos Rotta (PMDB), a concessão do reajuste da passagem do transporte coletivo urbano não é algo simples e, por isso, a questão deve ser tratada com o máximo de responsabilidade para não prejudicar a população de Manaus.
Segundo ele, o prefeito Arthur Neto está condicionando a questão à melhoria da qualidade dos ônibus que circulam nas quatro zonas da cidade.
“Não se pode pensar nisso sem considerar a melhoria do serviço prestado pelas empresas de transporte urbano, é imperioso que seja assim”, diz Rotta.
TODO O PODER AO MINISTRO
O presidente da Associação dos Juízes Federais, Roberto Veloso, advertiu para o excesso de poder que revestirá o substituto do ministro Teori Zavascki como relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal.
Ele sustenta que tudo poderá acontecer a partir da escolha e teme que o novo ministro possa segurar as investigações em curso. “Dependendo de quem for escolhido para cuidar do caso, há risco sim para a Lava Jato”, afirma.
Veloso admite também a força do apelo popular em favor da nomeação do juiz Sérgio Moro para a vaga de Zavascki no Supremo. “Ele é uma pessoa gabaritada, culta, preparada. Na minha opinião, ele tem amplas condições de assumir a vaga de ministro do Supremo. Seja agora ou mais tarde”, comentou.



Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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