Bastidores da Política - Mais 15 mortos por Covid no Amazonas, apesar da vacinação em massa


Mais 15 mortos por Covid no Amazonas, apesar da vacinação em massa

Por RAIMUNDO DE HOLANDA

22/06/2021 19h25 — em Bastidores da Política

  • O crescente número de pessoas vacinadas em Manaus não é indicativo de que uma terceira onda está descartada. Não está. E a precaução é necessária até que se saiba o potencial das variantes que estão circulando na cidade

Apesar dos mutirões das prefeituras do Amazonas para imunizar a população, somente nos primeiros 22 dias deste mês  245 pessoas morreram vítimas de Covid no Estado. O número de novos infectados pelo vírus soma, no mesmo período, 11.247. Não é pouco  e serve de alerta para quem defende  o afrouxamento de medidas como o distanciamento social e facultar o uso de máscaras.

Note-se que o mês de junho não terminou e as datas  festivas , especialmente Santo Antônio, que ocorreu no dia 13, e   -  São João, 24   - podem  ter reflexo em julho, anabolizando índices de contaminação e mortes.

Ué, e a vacina, não resolve? A vacina ajuda a conter a ferocidade do vírus, mas não sua propagação. E deve ser considerado que a maioria das pessoas está imunizada  parcialmente, com a primeira dose.

Fora o fato de que há novas cepas aparecendo e em estudo, com os cientistas avaliando se as vacinas disponíveis  podem fazer frente a essas variantes.

As mutações, segundo especialistas, acontecem  em razão das aglomerações, o que tem ocorrido com  frequência em Manaus nas últimas semanas.

A maioria dos vacinados  acha  que se transformaram em super homens e na verdade podem estar  transmitindo o virus ou se infectando.

O alto índice de vacinação em Manaus, por exemplo, não é indicativo de que uma terceira onda está descartada. Não está. E a precaução é necessária até que se saiba o potencial das variantes que estão circulando na cidade.

Nesta terça-feira , boletim da Vigilância Sanitária aponta que nas ultimas 24 horas foram registrados 15 óbitos e 720 novos casos de Covid-19. Números preocupantes.

Portanto, não é hora de abandonar máscaras. Manter o máximo possível  o distanciamento ainda é o melhor remédio, antes e depois da vacina. 

Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.