Globo repete Bolsonaro e enterra jornalismo

Por Raimundo Holanda

06/06/2020 20h43 — em Bastidores da Política

Ao divulgar em edição extraordinária do Jornal Nacional o  número de mortes provocadas pelo coronavírus, a Rede Globo assustou os brasileiros.

Mesmo considerando o atraso do Ministério da Saúde na divulgação do boletim do dia, isso não conferia a Globo o direito de assustar seus milhões de telespectadores, nem usar de subterfúgios para atingir o governo.

Esse governo - é sabido - mobiliza centenas de milhares de pessoas em suas redes digitais para atacar poderes da República e a imprensa - mas são mentes atrasadas e manipuladas.

A Globo parece também entender que pode manipular seus telespectadores. Se pensa que pode, não deve. Não ganha nada ao jogar o jogo sujo do presidente Jair Bolsonaro.

Se acredita que fez jornalismo, errou feio.  Nessa queda de braço com o governo, a emissora, uma das mais importantes redes de televisão do País, poderia poupar os brasileiros que assistem seus telejornais e suas novelas.

QUEM ESTÁ MATANDO MAIS ?

Da quarentena em vivemos esses dias perigosos da pandemia, o olhar do repórter assiste uma disputa de vírus antigos e letais com o novo coronavírus. E não é uma disputa sadia. Trata-se de uma disputa patológica. Difícil vai ser, ao final, saber quem venceu, ou quem matou mais.

O ‘vírus ideológico’ tomou conta do poder, mobilizando através das redes sociais e suas ferramentas, uma legião de seguidores sedentos por externar seu ódio e sua violência.

Elegendo o enfrentamento como norma, eles promoveram o caos político e econômico. Turvaram o entendimento da realidade. Afetaram todos os poderes e órgãos constituídos da nação.

E depois de um ano de crise, veio o coronavírus, um inimigo invisível e potencialmente letal. Os ideologistas do poder o transformaram em inimigo político e econômico. E o desprezaram.

Junto com ele, desprezaram a fraqueza do povo e escarneceram sobre os milhares de mortes causadas por ele. O líder ideológico guerreia contra os poderes, contra o vírus e contra o povo.

De repente o país ‘amolecido’ pela quarentena desperta e uma reação começa. Parece que os dois vírus serão vencidos. Mas, suprema surpresa: o líder destampa outra garrafa do mal.

E liberta o Centrão, um vírus agressivo que invade grupos políticos enfraquecidos e se instala no poder controlando tudo. Os órgãos mais afetados são os cargos e cofres públicos.

Uma ‘nova’ guerra se inicia. E será travada nos gabinetes, nas reuniões clandestinas, nas nomeações de condenados. E o povo saindo às ruas para resistir e exigir o controle da nação.