O governador Wilson Lima fez um balanço de seu governo dando ênfase à segurança pública. Falou de investimentos em tecnologia e em pessoal, que chegou a R$ 2,5 bilhões em três anos. Mas o resultado é pífio. Nesse período o crime organizado consolidou-se em Manaus e nos municípios às margens do Solimões. Pela primeira vez em muitos anos, a “guerra urbana” entre facções provocou medo na população e as chacinas, algumas envolvendo policiais, se tornaram corriqueiras.
Um secretário de inteligência de seu governo acabou demitido, depois de uma confusa intercepção de barras de ouro extraídas de uma suposta mina não legalizada no interior do Amazonas. Fora a chacina de índios ocorrida no Rio Abacaxis, o que provocou uma ação da Polícia Federal na área. Casos poucos esclarecidos.
Não se pode negar que o governador teve boa intenção. Mas não se melhora a segurança pública turbinando salários de policiais, sob pressão de sindicatos e ameaças de greve. A contrapartida não existe, não no nível que a sociedade, que paga essa conta, espera e merece.
É incomparável o investimento atual com o de 11 anos atrás, quando a PM se fazia presente nos bairros, em rondas ostensivas, interagindo com a comunidade. Foi um tempo de paz, menos assassinatos, menos roubos, menos violência. Um tempo em que o governo fazia sua parte e a polícia se incorporava aos anseios do cidadão.
Faltou essa interação no atual governo. Quem sabe num próximo, caso Wilson consiga se reeleger…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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