Até 5 de agosto, data limite para as convenções partidárias e escolha dos candidatos a prefeito e vereador, muita água pode rolar e os que se antecipam, anunciando pré-candidaturas, terão sido triturados pela máquina dos partidos, atrelados a grupos de interesse.
Outros, mais afoitos, embriagados pela pouca idade, despreparo, vaidade e ambição, fatalmente serão engolidos pelo redemoinho provocado pela explosão das bolhas nas quais ganharam popularidade.
É quando veem o prestígio no qual se ancoravam se esgotar, na medida em que o eleitor cansa da falta de propostas e de tentativas de desqualificar adversários (sem demonstrar que são melhores que eles).
Mesmo o ‘Menino Veneno’, colocado no “modo indefinido”, perdido entre ser ou não ser - corre sério risco de ficar pelo caminho, entregue a devaneios de poder.
A última palavra é sempre do eleitor. E mais do que nunca Manaus precisa que esse eleitor vote pensando na cidade, não em nomes. Vote a partir de propostas, não de críticas. Quem acusa e critica muito, geralmente não tem nada a oferecer.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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