O governo federal já havia elevado em 2010 para 9 anos o tempo de conclusão do ensino fundamental. Agora aprovou Medida Provisória que prevê a adoção de uma Base Nacional Curricular Comum para o ensino médio, com mais horas do aluno na escola. O ensino integral, que é uma exceção à regra, passará a ser comum a todos os alunos. O avanço é uma ilusão.
A reforma, feita meio que da boca prá fora, não prevê investimento na capacitação de professores, aparelhamento de escolas, mais áreas destinadas a estudos, como bibliotecas com computadores de última geração e acesso gratuito à internet.
Quer dizer, a educação continuará um faz de conta, com professores simulando que ensinam e alunos fingindo que aprendem. Os segundos atrás de diploma e não de qualificação, os primeiros com seus dramas - salários reduzidos, dívidas.
No final prevalecerá a velha cumplicidade professor - aluno. Todos aprovados. E o Brasil cada vez mais no fundo do poço, distante da formação de capital intelectual, que é a base que todo o país busca para construir o seu futuro.
Não temos futuro...
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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