O Amazonprev não fez o dever de casa e mais uma vez o contribuinte vai pagar a conta. Depois de entrar com recurso para bloqueio de R$ 17 milhões que já estavam a disposição de cinco aposentados, por decisão do juiz Leoney Figliuolo Harraquian, descobre-se que por uma daquelas falhas"técnicas" o instituto incidiu no mesmo erro que o levou a perder ações que resultaram em prejuizos de mais de R$ 35 milhões ao governo do Estado: não recolheu as custas, apesar do alerta de que é uma entidade de direito privado.
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A guia de pagamento das custas anexada aos autos, no valor de R$ 500,00 é referente a um processo de Mandado de Segurança,e não ao Agravo de Instrumento interposto contra decisão do magistrado de primeiro grau que transferiu R$ 17 milhões de um fundo do Governo do Estado para as contas dos aposentados.
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Assim, a decisão de bloquear o dinheiro, tomada pelo desembargador Wellington José de Araújo, fica claramente comprometida.
Conspiração sim
Se isso não é uma conspiracão contra o governo e o contribiuinte, é o quê ? O Amazonprev cometeu ainda falhas grosseiras, como a de não anexar aos autos, como determina a lei, cópia integral da decisão agravada, mas apenas duas das 15 folhas da medida judicial que favoreceu aos aposentados. Fez jogo de cena. Queria perder a ação.
Dilma assustada com vaias
A presidente Dilma Rousseff custou a entender que as vaias ouvidas durante o seu discurso não eram para ela, mas para o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes. Dilma ficou visivelmente constrangida com a reação da plateia, ao agradecer ao "prefeito", sem citar o nome de Nonato Lopes, prefeito de Iranduba, que momentos antes fez um discurso melado de elogios ao governo em agradecimento pela ponte. A presidente não sabia o nome de Nonato - o que revela uma falha do cerimonial - e nem o povo, presente, estava tão atento asism. Aqui "prefeito" é Amazonino e citá-lo numa solenidade como a de ontem é vaia na certa. Foi o que aconteceu.
Omar diz que está tudo bem com Eduardo
“Cada um fez a sua parte. O Eduardo fez bem a sua parte e eu fui eleito para isso, para dar continuidade e o resto é conversa fiada". Para quem apostava numa ruptura entre os dois politicos, a fala de Omar, cheia de elogios ao senador, foi uma pá de cal...
Um toque de Sucupira
O ato de inauguração da ponte Rio Negro, que começou ‘só’ com 35 minutos de atraso, apesar da presença do senador Eduardo Braga (PMDB), teve um toque pitoresco durante a fala do prefeito de Iranduba, Raimundo Nonato Lopes, que se apresentou empolgadíssimo, de chapéu panamá e vestindo camisa amarela com a frase “A eterna gratidão do povo de Iranduba”.
Índígenas presidenciais
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tratado durante a inauguração como “presidente” até pelo cerimonial, conseguiu fazer Dilma Rousseff dar boas risadas quando ambos colocaram cocares na cabeça. Azuis, os cocares devem der sido presente do pessoal do Caprichoso. O contrário que se cuide.
"Mulher, objeto de segunda categoria"
Lula arranjou um jeito de caprichar nos elogios a Dilma Rousseff, ontem, na inauguração da ponte. Afirmou que a mulher, "tratada como objeto de segunda categoria", quando decide entrar na política, tem "mais competência do que muitos homens que governaram este país". Claro que ele se excluiu da lista e estava se referindo mesmo era ao tucano Fernando Henrique Cardoso. Ou incluiria Fernando Collor e José Sarney, dois queridos amigos? Nunquinha.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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