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Braga olha para o tabuleiro e vê que parte de suas pedras já foram “comidas”

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Por Holanda
01/10/2013 04h09 — em Coluna do Holanda

O senador Eduardo Braga vive momentos de extrema tensão política e pessoal. Há três anos e meio saiu do governo deixando na cadeira seu vice, Omar Aziz, aparentemente sem nenhuma chance de se reeleger governador. Mas se conseguisse, tudo bem, só poderia governar quatro anos e o vice de Omar, José Melo, era seu homem de confiança, além de pertencer ao partido que Braga comanda com mão de ferro. Deixou tudo pronto para a sua volta em 2015. Seguro de si, deu uma “pernada” na candidata de Omar à prefeitura de Manaus, em 2012 e andou falando com desprezo de Melo. Conseguiu transformar em adversários dois ex-aliados que têm o poder nas mãos, mas deixou o jogo correr.

Agora olha para o tabuleiro e vê que parte de suas pedras já foram “comidas”. Está forte nas pesquisas eleitorais, mas fraco no jogo do poder. O susto maior veio do próprio partido.  No PMDB, Braga tem a força da família e de amigos no diretório regional (11 dos 19 cargos), mas os homens que têm cacife político estão em cargos sem poder de comando (os quatro deputados estaduais são apenas suplentes). Talvez só agora o senador tenha despertado para a ideia de “valorização das pessoas”.  E nessa corrida, os adversários estão bem à frente valorizando bastante seus diretorianos.

AS TRAPALHADAS DO PT

Os três vereadores do PT, Waldemir José, Professor Bibiano e Rosi Matos, e o deputado estadual José Ricardo não gostaram anda da trapalhada do partido com relação às contas do Fundo Partidário. Embora o fato seja bom para a campanha interna do partido, onde José Ricardo é candidato a presidente, o fato é um prato cheio para os adversários rebaterem as críticas de moralidade dos seus discursos.

 CADÊ MADALENA ?

Sumida desde a reunião do senador Eduardo Braga no sábado, à qual não compareceu e nem mandou justificativa, a bancada estadual do PMDB continuou desaparecida ontem. O comentário “a boca pequena” é que os quatro deputados estariam analisando a situação para decidir que desculpa apresentar, já que ambos têm fortes ligações com o governo estadual.  Nesta terça-feira os discursos no plenário da Assembleia devem aclarar as coisas.  


NO ESCURO TODOS OS GATOS SÃO PARDOS

Dizem que no escuro todos os gatos são pardos e o vereador Ávaro Campelo (PP) parece que não entendeu o dito popular e quer, pela enésima vez, que representantes da Eletrobras expliquem à CMM por que acontecem apagões em Manaus. Nem precisa convocar esse povo, a questão é clara: falta competência que nem Tucuruí vai resolver.

TAREFA PARA O LÍDER DO GOVERNO

Não vai ser fácil para o governo aprovar no Senado a proposta que garante mais recursos para a saúde e quem vai ter que se virar é o líder do governo, senador Eduardo Braga (PMDB), relator da matéria. A coisa está tão enrolada que tem senador do PT, como Humberto Costa, de Pernambuco, dizendo que a proposta não é ruim, mas que dá para ser melhor. Isso é o que se chama de base desunida.

GEDEÃO CHUTA CONTRA O GOL DE BRAGA

Ao declarar que o PMDB precisa de rosto  novo  e que é necessário renovar suas lideranças, Gedeão Amorim chuta contra o gol do senador Eduardo Braga, líder do partido no Amazonas. Ou Gedeão conspira  contra o senador ou seu propósito é de fato mudar a cara do PMDB, o que só seria possível com a substituição do comando da agremiação.

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Partindo de um professor respeitado, a ideia de mudança é positiva, mas cabe avaliar o papel de Gedeão ou sua ascendência dentro do partido. Na verdade, nem o professor, que anuncia que pode ser candidato a deputado federal, representa qualquer renovação de liderança. E mesmo  que representasse o "novo",   não teria como competir ou mesmo ficar no mesmo nível de Braga, que não demonstra qualquer disposição de deixar alguém fazer sombra a sua figura.

NA REDE COM MARINA

Até esta quinta-feira a ex-senadora Maria Silva saberá se o Rede Sustentabilidade receberá o registro de partido e ela possa se torna pré-candidata à presidência da República, em 2014. Marina tem repetido que não tem um plano B, portanto não sairá candidata por outro partido e estará fora da disputa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  diz que o partido criado por ela, em fevereiro deste ano, ainda precisa de 50 mil assinaturas de apoio para obter o registro. O Ministério Público tem 24 horas para se manifestar sobre o registro.

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No Amazonas, um dos apoiadores do Rede Sustentabilidade é o deputado Luiz Castro (PPS). Na semana passada, ele denunciou que os chefes de cartórios do Amazonas demonstram má vontade em aceitar as assinaturas de apoio à criação do partido, numa clara situação de partidarismo. Tudo porque a ex-senadora acreana, mesmo sem qualquer propaganda, aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, depois da presidente Dilma Rousseff.  

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O fato é que dois outros partidos (PROS e Solidariedade) já conseguiram o registro, enquanto o Rede Sustentável continua nas mãos do TSE. Durma-se com um barulho desses.

TUCANO DE BICO

O deputado federal Plínio Valério (PSDB) que estava meio sem definição quanto à sua permanência do tucanato resolveu que vai permanecer no partido de Arthur Neto, onde, pelo que Plínio diz, andava meio insatisfeito, mas nada que um desabafo e uma conversa são possam resolver.

PANEMA

O Amazonas anda meio infeliz na pesca dadas tantas proibições que os órgãos de preservação ambiental impõem. Para melhorar a “panemice” o deputado federal Silas Câmara (PSD) propôs audiência pública, que ocorre hoje, para debater a situação da pesca aqui, no Rio Grande do Sul e em Rondônia. Só não deu pra entender o que os gaúchos têm em comum com Amazonas e Rondônia neste caso.

 

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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