
Passados três dias do encontro do senador Eduardo Braga com lideranças do PMDB, vazou a informação de que ele tentou, sem êxito, trazer de Eirunepé e depois de Carauari, o deputado Marcos Rotta, que participava de uma reunião da CPI da telefonia nos municipios do rio Juruá. Uma aeronave foi enviada mas voltou sem o parlamentar, que só retornou a Manaus no domingo.
"MATARAM" O ENCONTRO COM O SENADOR E AINDA ELOGIARAM OMAR

Ontem, na Assembleia, os deputados Belarmino Lins, Wandderlei Dallas, Vicente Lopes e o próprio Rotta poderiam ter apresentado uma justificativa para a ausencia no encontro promovido pelo senador no sábado, mas ignoraram o assunto. Preferiram ocupar a tribuna para elogiar as realizações do governo Omar Aziz nos municípios do Amazonas.
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Belarmino Lins e Rotta "puxaram" fundo: Elogiaram a atitude do governador de nomear todos os 60 defensores públicos aprovados em concurso. Wanderley Dallas rebuscou os eventos de sexta-feira em Novo Airão e Manacapuru, onde esteve com Omar entregando e anunciando obras.
SINUCA DE BICO
O governador Omar Aziz já toma a dianteira e prepara uma reunião do seu governo com todos os prefeitos do interior do Amazonas. E mais: quer a presença dos deputados estaduais para trabalharem juntos na formulação das demandas dos municípios que representam. Com isso, a bancada e os prefeitos do PMDB que faltaram ao encontro com Braga, no sábado, ficam numa sinuca de bico.
A ORAÇÃO DE HISSA ABRAÃO

Nesta terça-feira, 1º de outubro, o vice-prefeito de Manaus, Hissa Abraão (PPS), passou ao largo de qualquer comentário político ou mesmo sobre alguma obra da administração municipal e preferiu fazer uma oração. “Obrigado Senhor, pois em meio aos desafios e dificuldades desta semana, tua misericórdia nos amparou e tu mão nos concedeu vitória”, escreveu na sua página do facebook. Alguma coisa anda atormentando o Hissa.
RICARDO, ENTRE A CRÍTICA E O ELOGIO
Em meio aos elogios ao governador Omar Aziz pela nomeação dos defensores para o interior, o arquioposicionista José Ricardo Wendling não perdeu a oportunidade de alfinetar. Em aparte ao discurso do colega Belão, tascou: “Na verdade essa é a grande vergonha desse grupo político que está no poder há 30 anos e somente agora realizou concurso para defensor público do interior. Veio muito tarde, muito tarde, mas melhor tarde do que nunca”.
NO NINHO DE MELO
Embora com pouquíssimo tempo para arrumar o seu próprio tabuleiro político, o vice-governador José Melo ainda pode fazer estragos nas hostes adversárias. Além de viabilizar sua candidatura à reeleição após assumir o governo, agora tem alternativa para quem quer mudar de ninho sem perder o mandato. Nos próximos quatro dias Melo vai trabalhar para robustecer sua tropa de choque e ao mesmo tempo fortalecer a aliança com o governador Omar Aziz.
TRADIÇAO "AVACALHADA"

Não se sabe o que o deputado Marcelo Ramos (PSB) tem contra as vacas, mas ele ontem utilizou o termo “avacalhada” para afirmar que a tradição democrática do país está sendo enxovalhada ao aprovar a oficialização de partidos como o PROS, no mesmo momento em que as autoridades tendem a negar o registro do Rede Sustentabilidade da ex-ministra Marina Silva.
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Ramos foi mais longe ao afirmar que, enquanto a Rede tem ideologia, os outros que já conseguiram registro são meros balcões de negócios. Como advogado e parlamentar, é evidente que Ramos já sabia disso há tempos.
NA ALEAM, QUE TRABALHA É A OPOSIÇÃO

Ao abordar, na sessão desta terça, as críticas que a Aleam tem sofrido em função de gastos com a locação de aviões para se fazer presente no interior do Estado, o presidente do poder, deputado Josué Neto (PSD) não foi muito feliz na resposta. Ele afirmou que não iria dar desculpas, mas, sim respostas.
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Josué Neto disse que esses gastos são refletidos no trabalho dos deputados Marcelo Ramos, José Ricardo e Luiz Castro, oposicionistas ativos, depois citou mais dois parlamentares. Reconheceu o óbvio embora a frequência dos oposicionistas nos voos não tenha registro.
SEM APELAÇÃO

Os presidentes do TCE e da Comissão do Concurso Público, Érico Desterro e Lúcio Alberto, divulgaram nesta terça edital onde é informado que os recursos impetrados contra o resultado da prova de títulos do concurso realizado pela Corte são improcedentes. Quer dizer, quem passou já está aprovado, quem dependia dos títulos, vai ter que se virar.
PRATA DA CASA
Enquanto o conselheiro Júlio Assis Corrêa Pinheiro embarcou rumo a Brasília no dia 25, outros servidores do Tribunal de Contas do Estado fazem curso em Manaus mesmo, como Madson Lino e Luciano Plentz, ou participam de reuniões na terrinha, como Alex Castro e Cristiane Cunha.
PSD DIMINUI E FICA IGUAL AO PMDB

O PSD do governador Omar Aziz perdeu o deputado Chico Preto na sexta-feira, quando comunicou sua desfiliação ao Tribunal Regional Eleitoral. Até então o PSD era representado por cinco parlamentares: Chico Preto, Fasto Souza, David Almeida, Ricardo Nicolau e Josué Neto, atual presidente da Assembleia Legislativa. Chico saiu do partido mas não do governo, continua como líder da Maioria na Casa e aguarda apenas o momento de anunciar o ingresso no PMN, sigla que comandará no Estado. Já o PMDB continua com os quatro desde o início do mandato: Belarmino Lins, Marcos Rotta, Vicente Lopes e Wanderley Dallas.
ESSE BELÃO...
Como líder da Maioria, Chico Preto tentava convencer os colegas da oposição sobre um projeto do governo, quando Belarmino Lins o interrompeu. No conhecido tom brincalhão, Belão, como é mais conhecido, garantiu ter sido convencido pela defesa do líder e arrematou: “O deputado Chico Preto falou com aquela entonação de candidato majoritário”. A declaração arrancou risadas porque, nos bastidores, uma das especulações nas últimas semanas era a de que o deputado negociava um partido pra chamar de seu e se tornar uma alternativa para uma candidatura ao governo. Chico Preto não respondeu à provocação de Belão. Apenas sorriu.
O QUE NÃO TEM REMÉDIO, REMEDIADO ESTÁ
O Ministério Público Eleitoral deu parecer rejeitando a criação do Rede Solidariedade, o partido que a ex-senadora e ex-ministra Marina Silva (AC) tenta emplacar para disputar a presidência da República, em 2014. Diz o órgão eleitoral sobre a solicitação: “Sem condições de ser atendida”. Faltam assinaturas. E agora quem decide é o Tribunal Superior Eleitoral, que tem até o dia 5 para dizer sim ou não. Marina ainda repete o discurso de que não tem um plano B, garante ser persistente, mas eis que o Partido Ecológico Nacional (PEN) aponta uma solução: ela assume o comando da sigla. Outra solução seria a fusão entre os dois partidos.
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Enquanto Marina vive a agonia diante da expectativa de ter ou não um partido pra chamar de seu, os idealizadores do PROS e do Solidariedade estão rindo de satisfação, porque eles conseguiram.De outro lado, quem esperava deitar na Rede da Marina Silva, terá de fazer as pazes com seu antigo ninho, caso o sonho vire pesadelo. Enquanto o TSE não der uma resposta, muita gente não está dormindo direito. E olha que o país tem 32 partidos em atividade.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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