O senador Eduardo Braga está se armando para fazer frente a um cenário até dois meses atrás impensável: enfrentar um candidato apoiado pelo prefeito de Manaus, Artur Neto, e pelo governador Omar Aziz. Braga concentra na Fundação Nacional de Saúde, Funasa, o seu poder de fogo no interior e pode contar com a estrutura federal para romper resistências dos prefeitos ao seu nome. No PMDB, a voz corrente é da formação de governo paralelo no Amazonas, que pode ser reforçado pela concentração de forças em ministérios como o de Transportes, ligado ao PR, partido aliado do senador.
A HORA DO TROCO

Diferentemente do governador Omar Aziz, que não persegue, não "pauta" a midia nem manda prender adversários, Braga é um trator sem controle. O balde dagua que levou dos deputados do partido, no último sábado - eles não compareceram a reunião marcada pelo senador - está frisado com tinta vermelha em sua agenda. A hora do troco pode estar chegando.
A MALDIÇÃO DO PT
Ao abandonar o PT, figuras de projeção nacional caem em desgraça. O médico Marcus Barros, fundado do partido no Amazonas e a ex-senadora Marina Silva (AC), ilustram a tese.Marcus Barros, amazonense do município de Ipixuna, dono de uma biografia admirável, exerceu cargos importantes: professor, reitor da Universidade Federal do Amazonas, pesquisador da Fundação de Medicina Tropical na área de saúde ambiental, especialista em Leishmaniose, diretor do Instituto Nacional da Amazônia (Inpa).

Em 2003, Marcus Barros chegou a Brasília para tomar posse como presidente do Ibama, escolhido Lula.Quem deu posse a Marcus Barros no Ibama foi a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, outra petista que abandonou o barco e desde então vem acumulando perdas. Em 2010, perdeu a eleição para Dilma Rousseff. A penúltima cartada foi a criação do Rede Sustentável, que pode naufragar.
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Nesta quarta-feira 2, o vice-presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, praticamente jogou uma pá de cal no projeto de Marina, que não conseguiu as 492 mil assinaturas exigidas. O TSE decide hoje se aprova ou não a criação do Rede, o 33º partido. Marina postou um vídeo onde pede que a Justiça repare as falhas dos cartórios e sustenta que 95 mil assinaturas de apoio “foram invalidadas sem justificativa”.
CHICO, RECEIO DE RECAÍDA

Na estratégia para enfrentar um adversário forte como o senador Eduardo Braga, o bloco governista passa a contar com o “ex-menino de ouro” Chico Preto. Chico vai para o PTN, que entra na composição do vice-governador José Melo. Ele é bom de discurso, mas não inspira confiança. Há, no grupo, gente que reconhece o seu valor - é estudioso, dedicado - mas teme que ele sofra uma recaida e volte a ser o velho e fiel escudeiro que marcou o primeiro governo de Eduardo Braga.
NOGUEIRA TEMEROSO

o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, considerou a aprovação da PEC da Prorrogação da ZFM pela comissão da Câmara dos Deputados um fato importante, mas avisa que o caminho a ser percorrido é longo. Em outras palavras, o Amazonas não pode relaxar a esse respeito e deve se manter vigilante.
DEM “MORRE” NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA
Com o troca-troca partidário dos últimos dias, o deputado Sidney Leite assinou ficha no recém-criado PROS, será o vice-presidente regional da sigla e o Democratas ficará sem representante na Assembleia Legislativa. Desde a eleição 2002, Sidney sequer esconde o distanciamento do deputado federal (licenciado) Pauderney Avelino, presidente regional da legenda no Amazonas.
SAI ATIRANDO

Ao comunicar a desfiliação do DEM e o ingresso no PROS, onde já está o vice-governador José Melo, Sidney Leite justificou a decisão, carregando nas tintas. “Em nenhum momento nesse partido, a minha presença foi garantida nos programas eleitorais e me negaram legenda para disputar eleição a prefeito de Maués. O partido é um feudo do presidente, mas não estou aqui para reclamações”, afirmou, sem citar o nome de Pauderney.
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Sidney Leite, que fez discurso no plenário da Casa nA quarta-feira 2, não usou as mesmas palavras do professor José Melo, ao anunciar a saída do PMDB, mas a mensagem foi a mesma. Melo falou em “dinastia” para referir-se ao comando do senador Eduardo Braga e o deputado usa a expressão “feudo”.
A DERROTA DO VOTO FACULTATIVO
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado rejeitou, por 16 votos a seis, a proposta de emenda à Constituição (PEC 55/12) para tornar o voto facultativo, como já acontece em outros países. No meio da discussão entre os contrários e os favoráveis à proposta, o senador ador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), teorizou “Eu entendo que muitos candidatos ridículos, extravagantes que se elegem em função de um voto de protesto, são eleitos porque o cidadão é obrigado a votar”.
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Do jeito que a classe política anda desmoralizada por manifestações de rua, se em vez de PEC fosse um plebiscito, o voto obrigatório é que seria derrotado.
TUDO DE BOM PARA O TOTÓ
Pet Shop com toda a segurança para os donos de animais e visitante, visão do serviço prestado aos bichinhos, como banho e tosa, através de paredes translúcidas de vidro ou materiais acrílicos atóxicos. Tudo para evitar possíveis maus-tratos aos animais.
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Esse é um projeto de lei da vereadora Vilma Queiroz (PTC). Se aprovada a lei na Câmara Municipal e sancionada pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), todo Pet Shop terá o prazo de um ano para fazer a devida adequação dos ambientes, de modo a permitir que os clientes possam ver como os seus bichinhos são tratados.
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O projeto mostra a sensibilidade da vereadora em relação a animais cujos donos podem recorrer a um Pet Shop. E quem sabe a ideia possa ser copiada para ser estendida aos prontos-socorros e hospitais públicos. Se bicho pode, por que gente não pode?
FIM DOS INCENTIVOS FISCAIS
O vice-presidente do Fenafisco, João Marcos de Souza que participou ontem de audiência pública na Assembleia Legislativa para debater a Zona Franca na reforma tributária, defendeu o fim das políticas de desenvolvimento com base nos incentivos fiscais. Mas alertou para o risco da concentração dos investimentos nas regiões de maior desenvolvimento. “Isso seria prejudicial fundamentalmente à Zona Franca de Manaus e à região Amazônica”.
Finlândia no polo naval
A visita que o embaixador da Finlândia fez nesta terça-feira à Suframa deixou o superintendente Thomaz Nogueira satisfeito pela possibilidade de atrair capital finlandês,caso o Polo Naval do Amazonas saia do papel. Para isso os investidores estrangeiros querem incentivos. Já sobre a produção de embarcações nativas, como o que havia em Novo Airão, nada se fala.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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