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"É óbvio que eu tive muita paciência em ficar no PTB, muita paciência. Até porque eu não exercia nenhuma atividade partidária. Eu administrava, eu não fazia política na administração. E agora chegou o momento que eu tenho obrigação de fazer política".
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E que política. Amazonino exibiu as realizações de 30 meses de mandato. Fez o que pode ou quase nada. Mas sua aposta maior foi na falta de memória da população. O CD que apresentou com as obras de seu governo acabou se transformando num documento importante para os que comparam o que foi prometido com o que acabou sendo realizado. O prefeito ficou devendo.
Controle remoto
Enquanto o senador Eduardo Braga (PMDB) comemora a decisão do governo de aumentar o Imposto de Importação sobre os aparelhos de ar condicionado importados da China, o ex-prefeito Serafim Corrêa cutuca o senador, ao lembrar, de forma irônica, que as indústrias instaladas em Manaus terão a exclusividade na produção dos ‘tablets com controle remoto’.
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Serafim na verdade expõe um artifício utilizado pelo senador Eduardo Braga, que vem tentando justificar que nem tudo na questão da MP 534 significa perdas para a Zona Franca de Manaus. O problema é que essa história de tablets com controle remoto não intesssa à indústria e muito menos ao consumidor. O aparelho, embora altamente sofisticado, é feito para manuseio direto. Para que serve afinal o controle remoto mesmo?
Mirando o alvo errado
O vereador Marcelo Ramos mira o alvo errado ao atacar o prefeito Amazonino Mendes.O adversário é outro. Bem largo e perigoso. Para o processo político que se avizinha e para Manaus. Que tal mirar o verdadeiro adversário - do PSB e da cidade, deputado ?
Os lados da mesma moeda
Amazonino Mendes e Mário Frota parecem mesmo as faces de uma mesma moeda.Um é inconsequente. O outro, arrogante e sem, a percepção de seu papel como homem público.
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"Ele não me aceita, assim como eu não o aceito. Honestamente, eu não consigo enxergá-lo. Será ótimo que ele não me aceite, porque eu não o aceito", disse Amazonino, ao falar do seu ingresso no PDT, partido de Frota.
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Os dois ainda não descobriram que são irmãos siameses e que podem se dar muito bem...
Contas da UEA
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) quando aprecia recursos de administradores públicos só tem duas posições: admite ou não. Há contas da Universidade do Estado do Amazonas do período no qual a instituição era gerida pela ex-reitora Marilene Correa da Silva Freitas, com dois recursos a apreciar. O TCE admitiu um e negou outro. Já na gestão de José Aldemir de Oliveira como reitor da UEA, os quatro recursos impetrados foram admitidos pelos conselheiros.
De’Carlli deixa secretaria
O prefeito Amazonino Mendes exonerou, a pedido, o secretário Carlos Alberto De’Carli Júnior que respondia, até esta quinta-feira pela Secretaria Municipal de Projetos Especiais e Gestão Tecnológica (Semtec). Quem fica respondendo pela Semtec é o secretário municipal de Finanças, Alfredo Paes dos Santos.
Serviço telefônico
O deputado Marco Antonio Chico Preto (PP) parece não ter encontrado nada de bom na incursão que fez sobre o serviço telefônico comutado no Amazonas. Diz ele que entregou o relatório na Assembléia Legislativa do Estado e que a marca do serviço é o descaso. Agora falta aferir a qualidade do atendimento aos clientes, outro desastre das operadoras que atuam em Manaus.
Segurança pública
O vereador Joaquim Lucena (PSB) resolveu agora atacar matéria que é competência do Estado, mas como se trata de algo que a sociedade paga e não tem, bem que ele tem razão de se fazer ouvir, como fez ontem no núcleo 24 da Cidade Nova, quando foi falar sobre segurança.
Com empresários
Enquanto isso, a senadora comunista Vanessa Grazziotin (PCdoB) registrava, ontem, ter sido proveitosa a reunião com os dirigentes da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas(Fieam) para a montagem de estratégias de proteção à Zona Franca de Manaus. Mais importante que as estratégias é estar alerta e aproveitar as oportunidades para aplicá-las, coisa que não tem acontecido nos últimos tempos.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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