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“O esquema é pesado, é o partido do governo, discriminação com a região sempre teve, continua tendo e nós enfrentamos tudo isso”, declarou Átila em entrevista publicada no dia 29 de março de 2001, portanto há uma década. Naquela ocasião, o terceiro candidato era Renato Viana, do PMDB de Santa Catarina, que obteve 101 votos. Na disputa atual pela cadeira de Ubiratan o número de candidatos mais que dobrou: são oito. Átila concorre, de cara, com dois colegas de seu próprio partido, mais seis outros de partidos diferentes, todos aliados do governo federal.
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O grande problema de Átila hoje são o Ministério Público e a fama que tem de lobista, Pode ficar outra vez entre a praia e o mar...
Braga acordou.. Ufa!!!
O senador Eduardo Braga (PMDB) resolveu cobrar da Presidência da República maior atenção às regiões mais pobres do país e, em particular, a manutenção das vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus (ZFM), em discurso que fez, ontem, no Senado Federal. Braga reconheceu que a desoneração fiscal proposta na nova política industrial a ser anunciada hoje, é necessária, mas ressaltou que ela "não pode vir acompanhada do esquecimento da necessidade da manutenção das vantagens comparativas entre o Pólo Industrial de Manaus e da região da Amazônia ocidental versus aquele Brasil desenvolvido, que já possui infraestrutura, logística, recursos tecnológicos e científicos para ser competitivo com qualquer outro país do mundo moderno."
Vanessa critica incentivos paulistas
Com todo cuidado para não dar estocada na presidente petista, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) pegou carona no discurso do senador Eduardo Braga e atacou, também ontem, na sessão do Senado federal, o decreto do governo paulista que dá incentivos para a instalação de fábrica de tablets naquele Estado. Diz a senadora comunista que é uma ‘competição desigual’ entre o Estado que produz 31% do PIB brasileiro contra o Amazonas, que detém exato 1,5% da riqueza criada no país.
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A atitude dos dois senadores que representam o Amazonas de tão radical, foi parar na primeira página do Jornal do Senado. “Té que enfim.”
O pai da criança
O decreto que regulamenta a profissão de mototaxista em Manaus continua sendo lentamente redigido. A ondem é empurrar o caso com a barriga. O superintendente municipal de Transportes Urbanos, Marcos Cavalcante, apresentou ontem a minuta do decreto e veio com uma novidade: a de que só terá permissão para exercer a profissão quem fizer parte de uma associação. A medida é inconstitucional, mas Cavalcanti tem uma ondem a cumprir e a tarefa de ajudar na reeleição do prefeito Amazonino Mendes. Quanto mais confusão causar agora, mas probabilidade de prolongar uma discussão que pode ser levada até o final de outubro, quando então Amazonino sai da toca, facilita a vida de 10 mil mototaxistas e diz que é o pai da criança. É o velho cacique ensinando como tirar proveito de certas situações.
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O que Amazonino não deve er percebido é que os tempos mudaram e que ainda pode se dar muito mal.
Pedalada pra que te quero
Findo o recesso de 15 dias, a Assembleia Legislativa realiza hoje a primeira sessão do segundo semestre, que promete algumas novidades, como apreciar o deputado Marcelo Ramos (PSB) chegar ao trabalho pedalando uma bike. Ramos cumpre promessa feita antes do recesso e ontem explicou: às 5h30 sai da Estrada do Turismo, em frente ao Tom Biz, em direção à Assembleia Legislativa, na antiga Rua Recife,atual Mário Ipiranga Monteiro. É um bom estirão. Para ser pontual, ele precisa estar no plenário às 9h.
Amo ciclovia
Marcelo Ramos não explicou se também voltará para casa de bike, enfrentando o calorzinho baré de 40 graus à sombra. Mas o que teria levado o deputado oposicionista a trocar o carro por uma bicicleta? Ele deu a resposta ontemà noite, no twitter. “A pedalada de amanhã será em defesa das ciclovias e em protesto porque a ponte Manaus-Iranduba terá pedágio mas não tem ciclovia”. Ah, bom, agora está explicado.
Adeus ao paletó?
De repente a ideia do deputado oposicionista José Ricardo (PT) para acabar com o auxílio-paletó, aquela grana extra que os parlamentares recebem para comprar roupa adequada ao cargo, recebe um inusitado apoio do governista Josué Neto (PMN). A proposta do petista “bastante positiva e certamente será discutida, inclusive com a participação da sociedade”, comprometeu-se Josué Neto ontem, pelo twitter. Já o oposicionista Marcelo Ramos (PSB) não demonstrou nenhum entusiasmo. Pode até mudar de opinião , mas foi curto e grosso ao opinar sobre o assunto: para ele, soa estranho que o petista recebeu de bom grado o auxílio-paletó no tempo de vereador e não reclamou nada ao receber idêntico benefício no início da legislatura, quando assumiu o primerio mandato de deputado. Será oposição contra oposição?
Como cão e gato
Em 2002, Mário Frota e Washington Régis eram deputados e viviam como cão e gato. Mário era inimigo político do governador Amazonino Mendes, a quem Régis idolatrava em pensamentos, palavras e atos. Pois um dia os dois se estranharam para valer e trocaram empurrões, numa reunião de comissão da Casa, na presença de outros colegas. Para a imprensa, procuraram contemporizar, falando num “empurra-empurra” e de Régis dizendo que ia “pegar” Frota lá fora.
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A versão de cada um. “Ele tem o mau costume de gritar com todo mundo. Eu nem falei nada, ele que disse que eu fui cretino”, contou Régis. “Eu disse que ele precisava ter caráter e ele me deu um empurrão no peito. Eu não tenho sangue de barata, reagi, ele veio de novo para cima de mim, eu dei um soco nele. O Régis saiu gritando, foi embora dizendo que ia me pegar lá fora.Eu brigo em torno de princípios, mas não chamo ninguém para dar porrada”, justificou Frota. “Você sabe que ali ninguém briga, porque todo mundo desaparta. Então, para brigar tem de ser na rua e largar a peia”.
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De lá para cá, Frota virou vice-prefeito de Serafim Corrêa, Régis foi prefeito de Manacapuru, em 2010 elegeu-se deputado, mas apenas esquentou a cadeira para Wilson Lisboa (PCdoB), que neste agosto, por conta de regras eleitorais, assume o mandato. Mas aquela animação de 2002, nunca mais se repetiu.
Deu na coluna do Cláudio Humberto
‘Sócios’, ex-ministro e Pagot agora mal se falam - Após se refestelarem na mesma farra, como “sócios” na empreitada Ministério dos Transportes S/A, o ex-ministro Alfredo Nascimento e o ex-diretor do DNIT Luiz Antonio Pagot, varridos na recente faxina, almoçaram ontem no mesmo restaurante, em Brasília, mas em mesas separadas. Nascimento terminou primeiro e dirigiu frio cumprimento ao ex-subordinado. Pagot reagiu também glacialmente. Parecem brigados.
As voltas que o mundo dá
Era dezembro de 1996, Alfredo Nascimento fora eleito prefeito de Manaus e o João Pedro estava presidente do Diretório Municipal do PT. Ele havia sido candidato a vice na chapa de Nonato Oliveira, portanto derrotado exatamente por Alfredo, o homem com um invejável currículo (de secretário estadual da Fazenda a titular da Suframa). O PT elegera dois vereadores: Sinésio Campos e Francisco Praciano. Aí os dois caíram na besteira de, em entrevista, dizer que poderiam, sim, votar a favor de algum projeto do prefeito, caso fosse bom para a sociedade, João Pedro ficou irrritado com a declaração dos petistas e garantiu que os vereadores do partido não votariam “com a bancada do Alfredo Nascimento. Ou seja, proibiu Praciano e Sinésio de votar com o governo.
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João Pedro duvidava de que algum projeto de Alfredo pudesse “contemplar as bandeiras políticas do PT”. “Fica no se: se ele apresentar um bom projeto para a população. Mas não temos ilusões, porque até hoje esse grupo nada fez nesses 14 anos”. O tempo “castigou” o João: graças a Alfredo, que assumiu o Ministério dos Transportes, ele virou senador, com honras e pompas. Hoje está assim: se a montanha de denúncias contra Alfredo redundar na perda do seu mandato, João passa a titular. Lembrando: se...
Sem serviço no TRE
Quem tentou buscar informações no Diário Eletrônico do site do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas desde o fim de semana ficou na mão. Ao clicar no link do Diário Eletrônico, o usuário recebe o singelo aviso de “Problema no acesso ao diário.” Como o documento não é visualizado, o aviso é ocioso. Será que ninguém percebeu isso no TRE?
Informações na Rodoviária
A Prefeitura Municipal de Manaus está providenciando licitação para dotar o Terminal Rodoviário de serviço de transmissão de informações de interesse dos usuários daquela estação de passageiros. O serviço vai contar com dispositivos audiovisuais pelo período de 12 meses. Enquanto a PMM tenta dar um trato na Rodoviária, as balsas de atracação barcos da Manaus Moderna continuam com atendimento precário aos passageiros de barcos que as utilizam.
Instalações bichadas
É, o prédio da Câmara Municipal de Manaus, apesar de ser ainda novo já está sendo refeito pelas empreiteiras. O vereador Marcel Alexandre, que é 1º vice-presidente daquela casa, contratou a Marka Reformas Ltda para prestar serviços de manutenção corretiva e preventiva que envolvem desde as instalações elétricas e hidráulicas, passando pelos sistemas de iluminação, pararraios, aterramento e outros mais. O contrato, de 180 dias, prevê o fornecimento de peças e material de consumo e vai custar R$ 309 mil ao contribuinte.
“Debate caloroso”
Diz o presidente da Câmara Municipal de Manaus, acerca da privatização de feiras e mercados que: “Não podemos ficar no debate caloroso sem fundamentação final. Se retirarmos o projeto, as feiras voltarão ao que era antes, portanto, devemos fazer adequações para chegarmos a uma decisão – estamos nos manifestando juntos.” Resta saber o que é esse “antes” já que, na Feira Manaus Moderna, por exemplo, para usar o banheiro só se o ‘cliente’ pagar. Onde está o poder público? A coisa já está privatizada faz tempo.
Cadê o Tribunal de Contas?
Dizem que de boas intenções o inferno está repleto e parece que o deputado Luiz Castro (PPS) embarcou no barco das boas intenções, apesar de, como parlamentar, ter o direito e o dever de fiscalizar o bom uso do dinheiro público. Castro propôs que a Assembleia Legislativa do Estado fiscalize, faça o controle social dos investimentos direcionados às obras que envolvem a Copa do Mundo no Amazonas. Bem, como ficam as atribuições do Tribunal de Contas do Estado, só vão ocorrer posteriormente?
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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