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Coluna do Holanda

Átila, dez anos depois

Coluna do Holanda
Por Holanda
02/08/2011 10h05 — em Coluna do Holanda
Em março de 2001, o deputado federal Átila Lins, então no PFL (hoje DEM) perdeu a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União para o também deputado federal do Ceará Ubiratan Aguiar, do PSDB, partido do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Perdeu por 33 votos: Ubiratan recebeu o voto de 196 colegas, enquanto Átila  conseguiu convencer apenas 163. Era a briga pela vaga do ministro  Ademar Ghisi, que se aposentara.

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“O esquema é pesado, é o partido do governo, discriminação com a região sempre teve, continua tendo e nós enfrentamos tudo isso”, declarou Átila em entrevista publicada no dia 29 de março de 2001, portanto há uma década. Naquela ocasião, o terceiro candidato era Renato Viana, do PMDB de Santa Catarina, que obteve 101 votos. Na disputa atual pela cadeira de Ubiratan o número de candidatos mais que dobrou: são oito. Átila concorre, de cara, com dois colegas de seu próprio partido, mais seis outros de partidos diferentes, todos aliados do governo federal.

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O grande problema de Átila hoje são o Ministério Público e  a fama que tem de lobista, Pode ficar outra vez  entre a praia e o mar...

Braga acordou
.. Ufa!!!

O senador Eduardo Braga (PMDB) resolveu cobrar da Presidência da República maior atenção às regiões mais pobres do país e, em particular, a manutenção das vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus (ZFM), em discurso que fez, ontem, no Senado Federal. Braga reconheceu que a desoneração fiscal proposta na nova política industrial a ser anunciada hoje, é necessária, mas ressaltou que ela "não pode vir acompanhada do esquecimento da necessidade da manutenção das vantagens comparativas entre o Pólo Industrial de Manaus e da região da Amazônia ocidental versus aquele Brasil desenvolvido, que já possui infraestrutura, logística, recursos tecnológicos e científicos para ser competitivo com qualquer outro país do mundo moderno."

Vanessa critica incentivos paulistas

Com todo cuidado para não dar estocada na presidente petista, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) pegou carona no discurso do senador Eduardo Braga e atacou, também ontem, na sessão do Senado federal, o decreto do governo paulista que dá incentivos para a instalação de fábrica de tablets naquele Estado. Diz a senadora comunista que é uma ‘competição desigual’ entre o Estado que produz 31% do PIB brasileiro contra o Amazonas, que detém exato 1,5% da riqueza criada no país.

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A atitude dos dois senadores que representam o Amazonas de tão radical, foi parar na primeira página do Jornal do Senado. “Té que enfim.”

O pai da criança

O decreto que regulamenta  a profissão de mototaxista em Manaus continua sendo lentamente redigido. A ondem é empurrar o caso com a barriga. O superintendente municipal de Transportes Urbanos, Marcos Cavalcante, apresentou ontem a minuta do decreto e veio com uma novidade: a de que só terá permissão para exercer a profissão quem fizer parte de uma associação. A medida é inconstitucional, mas Cavalcanti tem uma ondem a cumprir e a tarefa de ajudar na reeleição do prefeito Amazonino Mendes. Quanto mais confusão causar agora, mas probabilidade de prolongar uma discussão que pode ser levada até o final de outubro, quando então Amazonino sai da toca, facilita  a vida de 10 mil mototaxistas e diz que é o pai da criança. É o velho cacique ensinando  como tirar proveito de certas situações.

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O que Amazonino não deve er percebido é que os tempos mudaram e que ainda pode se dar muito mal.
 
Pedalada pra que te quero


Findo o recesso de 15 dias, a Assembleia Legislativa realiza hoje a primeira sessão do segundo semestre, que promete algumas novidades, como apreciar o deputado Marcelo Ramos (PSB) chegar ao trabalho pedalando uma bike. Ramos cumpre promessa feita antes do recesso e ontem explicou: às 5h30 sai da Estrada do Turismo, em frente ao Tom Biz, em direção à Assembleia Legislativa, na antiga Rua Recife,atual Mário Ipiranga Monteiro.  É um bom estirão. Para ser pontual, ele precisa estar no plenário às 9h. 

Amo ciclovia

Marcelo Ramos não explicou se também voltará para casa de bike, enfrentando o calorzinho baré de 40 graus à sombra. Mas o que teria levado o deputado oposicionista a trocar o carro por uma bicicleta? Ele deu a resposta ontemà noite, no twitter. “A pedalada de amanhã será em defesa das ciclovias e em protesto porque a ponte Manaus-Iranduba terá pedágio mas não tem ciclovia”. Ah, bom, agora está explicado.

Adeus ao paletó?

De repente a ideia do deputado oposicionista José Ricardo (PT) para acabar com o auxílio-paletó, aquela grana extra que os parlamentares recebem para comprar roupa adequada ao cargo, recebe um inusitado apoio do governista Josué Neto (PMN).  A proposta do petista  “bastante positiva e certamente será discutida, inclusive com a participação da sociedade”,  comprometeu-se Josué Neto ontem, pelo twitter. Já o oposicionista Marcelo Ramos (PSB) não demonstrou nenhum entusiasmo. Pode até mudar de opinião , mas foi curto e grosso ao opinar sobre o assunto: para ele, soa estranho que o petista recebeu de bom grado o auxílio-paletó no tempo de vereador e não reclamou nada ao receber idêntico benefício no início da legislatura, quando assumiu o primerio mandato de deputado. Será oposição contra oposição?

Como cão e gato
  

Em 2002, Mário Frota e Washington Régis eram deputados e viviam como cão e gato. Mário era inimigo político do governador Amazonino Mendes, a quem Régis idolatrava em pensamentos, palavras e atos. Pois um dia os dois se estranharam para valer e trocaram empurrões, numa reunião de comissão da Casa, na presença de outros colegas. Para a imprensa, procuraram contemporizar, falando  num “empurra-empurra” e de Régis dizendo que ia “pegar” Frota lá fora. 

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A versão de cada um. “Ele tem o mau costume de gritar com todo mundo. Eu nem falei nada, ele que disse que eu fui cretino”, contou Régis. “Eu disse que ele precisava ter caráter e ele me deu um empurrão no peito. Eu não tenho sangue de barata, reagi, ele veio de novo para cima de mim, eu dei um soco nele. O Régis saiu gritando, foi embora dizendo que ia me pegar lá fora.Eu brigo em torno de princí­pios, mas não chamo ninguém para dar porrada”, justificou Frota. “Você sabe que ali ninguém briga, porque todo mundo desaparta. Então, para brigar tem de ser na rua e largar a peia”.

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De lá para cá, Frota virou vice-prefeito de Serafim Corrêa, Régis foi prefeito de Manacapuru, em 2010 elegeu-se deputado, mas apenas esquentou a cadeira para Wilson Lisboa (PCdoB), que neste agosto, por conta de regras eleitorais, assume o mandato. Mas aquela animação de 2002, nunca mais se repetiu.

Deu na coluna do Cláudio Humberto

‘Sócios’, ex-ministro e Pagot agora mal se falam - Após se refestelarem na mesma farra, como “sócios” na empreitada Ministério dos Transportes S/A, o ex-ministro Alfredo Nascimento e o ex-diretor do DNIT Luiz Antonio Pagot, varridos na recente faxina, almoçaram ontem no mesmo restaurante, em Brasília, mas em mesas separadas. Nascimento terminou primeiro e dirigiu frio cumprimento ao ex-subordinado. Pagot reagiu também glacialmente. Parecem brigados.

As voltas que o mundo dá

Era dezembro de 1996, Alfredo Nascimento fora eleito prefeito de Manaus e  o  João Pedro estava presidente do Diretório Municipal do PT. Ele havia sido candidato a vice na chapa de Nonato Oliveira, portanto derrotado  exatamente por Alfredo, o homem com um invejável currículo (de secretário estadual da Fazenda a titular da Suframa). O PT elegera dois vereadores: Sinésio Campos e Francisco Praciano. Aí os dois caíram na besteira de, em entrevista, dizer que poderiam, sim, votar a favor de algum projeto do prefeito, caso fosse bom para a sociedade,  João Pedro ficou irrritado com a declaração dos petistas  e garantiu que os vereadores do partido não votariam “com a bancada do Alfredo Nascimento. Ou seja, proibiu Praciano e Sinésio de votar com o governo.

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João Pedro duvidava de que algum projeto de Alfredo pudesse “contemplar as bandeiras políticas do PT”. “Fica no se: se ele  apresentar um bom projeto para a população. Mas não temos ilusões, porque até hoje   esse grupo nada fez nesses 14 anos”. O tempo “castigou” o João: graças a Alfredo, que assumiu o Ministério dos Transportes, ele virou senador, com honras e pompas. Hoje está assim: se a montanha de denúncias contra  Alfredo redundar na perda do seu mandato, João passa a titular. Lembrando: se...

Sem serviço no TRE

Quem tentou buscar informações no Diário Eletrônico do site do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas desde o fim de semana ficou na mão. Ao clicar no link do Diário Eletrônico, o usuário recebe o singelo aviso de “Problema no acesso ao diário.” Como o documento não é visualizado, o aviso é ocioso. Será que ninguém percebeu isso no TRE?

Informações na Rodoviária


A Prefeitura Municipal de Manaus  está providenciando licitação para dotar o Terminal Rodoviário de serviço de transmissão de informações de interesse dos usuários daquela estação de passageiros. O serviço vai contar com dispositivos audiovisuais  pelo período de 12 meses. Enquanto a PMM tenta dar um trato na Rodoviária, as balsas de atracação barcos da Manaus Moderna continuam com atendimento precário aos passageiros de barcos que as utilizam.

Instalações bichadas

É, o prédio da Câmara Municipal de Manaus, apesar de ser ainda novo já está sendo refeito pelas empreiteiras. O vereador Marcel Alexandre, que é 1º vice-presidente daquela casa, contratou a Marka Reformas Ltda para prestar serviços de manutenção corretiva e preventiva que envolvem desde  as instalações elétricas e hidráulicas, passando pelos sistemas de iluminação, pararraios, aterramento e outros mais. O contrato, de 180 dias, prevê o fornecimento de peças e material de consumo e vai custar R$ 309 mil ao contribuinte.

“Debate caloroso”


Diz o presidente da Câmara Municipal de Manaus, acerca da privatização de feiras e mercados que: “Não podemos ficar no debate caloroso sem fundamentação final. Se retirarmos o projeto, as feiras voltarão ao que era antes, portanto, devemos fazer adequações para chegarmos a uma decisão – estamos nos manifestando juntos.” Resta saber o que é esse “antes” já que, na Feira Manaus Moderna, por exemplo, para usar o banheiro só se o ‘cliente’ pagar. Onde está o poder público? A coisa já está privatizada faz tempo.

Cadê o Tribunal de Contas?


Dizem que de boas intenções o inferno está repleto e parece que o deputado Luiz Castro (PPS) embarcou no barco das boas intenções, apesar de, como parlamentar, ter o direito e o dever de fiscalizar o bom uso do dinheiro público. Castro propôs que a Assembleia Legislativa do Estado   fiscalize, faça o controle social dos investimentos direcionados às obras que envolvem a Copa do Mundo no Amazonas. Bem, como ficam as atribuições do Tribunal de Contas do Estado, só vão ocorrer posteriormente?
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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