Mesmo com uma rejeição recorde apontada nas últimas pesquisas, o prefeito Amazonino Mendes não está de fora do jogo político: além dos eleitores cativos - cerca de 20%, segundo histórico das últimas três eleições - desta vez ele controla a máquina, que apesar de funcionar em grande parte na clandestinidade ou sob camuflagem, devido aos rigores da legislação vigente, tem um peso fácil de ser medido numa eleição.
Serafim é o exemplo
Exemplo maior da importância do controle da estrutura pública num processo eleitoral pode ser extraído do desempenho do ex-prefeito Serafim Correa em 2008. Apesar da derrota, Serafim venceu a rejeição no primeiro turno (ficou com 200,423 votos ou 23% da preferência dos eleitores). Embora tenha perdido o segundo turno para Amazonino, Serafim cresceu cerca de 20% e fechou a eleição com 42% dos votos. Ou seja: conseguiu 371.845 contra 495.460 conferidos ao atual prefeito de Manaus.
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Não foi um desempenho pífio, considerando a impopularidade de seu governo, fenômeno que se repete na administração Amazonino Mendes.
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Conclusão: o uso da máquina, ainda que não admitido explicitamente, abriu para Serafim as portas do segundo turno. Não será diferente com Amazonino, caso ele resolva participar do processo eleitoral.
Segundo turno
As últimas sondagens realizadas pelos diversos institutos de pesquisa apontam que mesmo com os números indicando uma grande folga para o senador Eduardo Braga(PMDB), caso ele resolva disputar a prefeitura de Manaus, será inevitável um segundo turno na eleição deste ano.
Problema de Braga
O problema de Braga é o seu telhado - que muitos adversários afirmam ser de vidro. E estão dispostos a atirar pedras.
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Saber até onde o guarda-chuva do senador é apropriado para aguentar pedradas é outra questão, que parece fundamental, porque o que disserem sobre ele (ou dele) e não for confrontado e respondido a altura, terá implições para 2014.
Em campanha
Por falar em Braga, ele já está em campanha. O seu programa de rádio aos sábados revela, de forma camuflada, esse intenção. O Ministério Público está de olho no senador.
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Outros programas que estão sendo monitorados desde o dia 1o pelo Ministerio Público Eleitoral são os dos deputados Conceição Sampaio, Marcos Rotta, Sabino Castelo Branco. Só para citar alguns.
Rezando o terço
O deputado Francisco Praciano ainda espera que o PT tenha um gesto de dignidade, abandone os cargos que tem no governo do Estado e na Prefeitura de Manaus e assuma a sua candidatura,
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O problema é que após a vitória de Lula em 2002 o PT passou a gozar de um terço de todas as orações produzidas no poder público. Rezar na cartilha doa governoa virou especialidade do partido. Apostar em Praciano pode ser um risco de perder todo o espaço conquistado sem nenhum esforço.
Direito de defesa
NOTA PSDB - Em referência a nota publicada nesse conceituado portal na coluna bastidores sob o título “Arthur nas paradas” e “PSDB flerta com PSB e PPS”, vimos oficialmente esclarecer o seguinte:
1 – Não resta dúvida da grande motivação que o senador Artur Virgilio tem em participar ativamente do processo eleitoral deste ano com a intenção clara do envolvimento direto na construção deste processo.
2 – Inobstante o profundo respeito, consideração e amizade ao Sr. Serafim Correa e ao partido que este representa no Amazonas no primeiro turno das eleições em Manaus o PSDB de forma clara e transparente a toda a sociedade constrói a candidatura própria que será definida dentro do âmbito partidário seja por consenso ou através da realização de prévias eleitorais.
3 – O PSDB respeita e está aberto a conversações e alianças coerentes aos seus princípios desde que respeitadas as premissas acima, ou seja, negociações mais intensas deverão ocorrer em eventual segundo turno entre essas forças.
No aguardo da correção das errôneas, porém não intencionais, notas vimos a esclarecer e solicitar as devidas retificações.
Mário Barros da Silva
Secretário Geral Regional do PSDB
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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