279 mil amazonenses aptos a votar em outubro tem entre 35 e 44 anos. Somados ao número de eleitores entre 45 e 59 anos (280.827) o resultado é um grupo expressivo de cidadãos a caminho do envelhecimento. Outros 150 mil estão na faixa de 60 a 90 anos. É um quadro interessante porque desconstrói o etarismo que vem sendo praticado aberta e abusivamente contra o ex-governador e pré-candidato Amazonino Mendes.
A tentativa de desconstruir Amazonino, a partir de sua idade e da pouca mobilidade que tem é cruel e precisa parar.
Amazonino disse muito bem, que nunca governou com as pernas, mas com o cérebro. Se falta mobilidade – e isso é notório – também é inegável que se trata de um homem lúcido e com rara inteligência, estudioso sobre temas amazônicos. Sua participação no processo eleitoral é importante e deve contribuir para o debate politico.
Quanto ao fato de ser o pré-candidato ao governo do Amazonas com mais idade, as pessoas precisam perceber que também estão envelhecendo e isso não as torna inferiores. Agora, atacar alguém que envelheceu, despojá-lo de seus méritos e de suas virtudes é criminoso.
Nunca é demais lembrar que todos estamos envelhecendo e queremos ser respeitados. Afinal, só envelhece quem não morreu.
Quem quiser ganhar de Amazonino deve apresentar propostas, projetos que melhorem a qualidade de vida da população.
Amazonino pode não ter o seu voto, leitor, mas você precisa respeitar a história que ele construiu no Estado do Amazonas e exigir que aqueles que fomentam o ódio também o respeitem.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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