
O senador Alfredo Nascimento revelou a amigos que reza todos os dias para não encontrar no seu caminho o jornalista Ronaldo Tiradentes. "Não sei o que posso fazer com ele", teria dito o senador. Ronaldo foi o pivô do que Alfredo chama de "ïnfâmias assacadas contra meu filho, Gustavo", acusado de ter aumentado o patrimônio, se aproveitando do prestígio do senador, enquanto administrou a pasta dos Transportes. Ontem, no seu programa de rádio, Ronaldo disse que Alfredo mentiu ao falar do partrimônio do filho.
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É bom mesmo que os dois não se encontrem. A última vez que estiveram a dez metros de distância, quase a coisa termina em morte. Foi no dia 27 de junho de 2009, no hangar do Governo do Amazonas, no aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus.
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A primeira versão de Alfredo (Leia boletim da PF) foi a de que o jornalista tentou sacar um revólver, sendo impedido pela esposa, que estava dentro de um veiculo. 
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Uma vistoria no carro do jornalista, feita por policiais federais ( veja foto e relembre o caso) , revelou que essa informação era infundada.
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Quem levou a pior foi o jornalista Marcos Santos, que acompanhava Ronaldo e foi agredido pelo assessor de Alfredo, o militar Wellington Silva .
Festejando uma promessa
Depois de reunião da presidente Dilma Rousseff com o governador Omar Aziz, o senador Eduardo Braga (PMDB) comemorou o que definiu como "mais uma vitória". Braga disse que a presidente assegurou a manutenção das vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus, e enfatizou que as principais medidas da MP 534 não prejudicarão o Amazonas. É bom duvidar. Dilma já provou que nem sempre cumpre o que promete.
Crime eleitoral sem autor
O Tribunal Regional Eleitoral se manifestou incompetente para julgar o processo instaurado com base em inquérito policial que apurava possível crime eleitoral cometido pelo comitê da campanha da deputada federal Rebecca Garcia (PP), sob a responsabilidade de Walter Roberto Sipelli. A não identificação do autor do crime, diz o acórdão do TRE, impossibilita aplicação de foro especial por prerrogativa de função. Assim o TRE declinou da competência, no dia 28 de julho, em favor do Juízo Eleitoral de Primeira Instância.
Alfredo ganha
Acórdão do Tribunal Regional Eleitoral julgou improcedente o processo movido pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) contra o então candidato ao governo do Amazonas, Alfredo Nascimento. O MPE acusava Alfredo de fazer propaganda eleitoral extemporânea ao conceder entrevista veiculada na imprensa no dia da eleição.
Assim não dá
Estudar em universidade pública no Amazonas passou a ser um sacrifício. Na UFAM ninguém conclui o curso - seja ele de que área for, em menos de seis anos. As constantes greves de servidores e professores não permitem o cumprimento das metas curriculares no prazo legal. A UEA vinha se mantendo imune a esse tipo de problema, mas agora os professores ameaçam também paralisar a instituição.
O paletó fica
O chamado auxílio-paletó, correspondente ao 14o salário dos deputados, vai continuar. A ideia de acabar com o recebimento desse tipo de verba destinada a aquisição de vestimentas para o exercício parlamentar partiu do deputado José Ricardo (PT), mas não contou com o apoio dos colegas, que defendem a manuntenção do privilégio.
Em defesa do passeio
O vereador Wilker Barreto (PHS) defendia, ontem, no Twitter a necessidade de a comissão de vereadores visitar as empresas montadoras de ônibus e lamentava o posicionamento do vereador Waldemir José (PT) que declinou do convite para a viagem.
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Barreto também atacou os vereadores da oposição, sem citar nomes, que, em sua opinião, estavam, ontem, na Câmara Municipal de Manaus “plantando mentiras para os feirantes.”
Sobre Vilma
Material publicado no site da vereadora Vilma Queiroz (PTC) diz que ela vem ganhando credibilidade e respeito desde quando assumiu o comando do partido no Amazonas. Em quatro meses o PTC passou de cinco diretórios municipais para 45, tudo graças ao trabalho de Vilma Queiroz e da atual Executiva, afirma o secretário geral, Bismark Chíxaro.
A favor do pedágio
O deputado Josué Neto (PMN) defendia ontem a cobrança de pedágio na ponte - sem nome - sobre o rio Negro. Para ele, a cobrança de pedágio é uma prática comum em todo o Brasil, além disso o deputado afirmou que os pedágios cobrados por parcerias público- privadas (PPP) são mais caros do que o valor a ser praticado em Manaus, já que no caso da ponte, a cobrança não visa lucro, só a manutenção. O problema é a transparência do cálculo dos valores a serem cobrados.
Massami sob ataque
Para o deputado Sinésio Campos (PT), o vereador Massami Miki (PSL) está tentando sabotar as obras do linhão que vai interligar Manaus e algumas sedes outras sedes municipais ao Sistema Integrado Nacional. O deputado declarou que Massami Miki “está indo contra as obras que passarão pelas terras de sua família."
Os dois lados
Enquanto o deputado Marcelo Ramos (PSB) entrou, ontem, com projeto de lei para que as licenças especiais de servidores civis e militares, não usufruídas, possam ser pagas em dinheiro, o colega Luiz Castro (PPS) espera o veto do governador Omar Aziz ao artigo da lei que dá esse tipo de privilégio aos procuradores do Estado.
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A briga começou com a aprovação de uma lei da Procuradoria Geral do Estado, antes do recesso parlamentar de julho. No texto da lei alguém incluiu o tal artigo, desconhecido pelo governador, segundo o próprio já declarou e prometeu aos deputados, inclusive da oposição, vetar.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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