Quatro mil haitianos entraram no Amazonas sem passar por uma avaliação médica. Chegaram doentes. Mereciam acolhida. É um caso relacionado a ajuda humanitária, mas que não dispensava uma quarentena, tempo de avaliação de riscos epidemiológicos. Qualquer país civilizado faz isso em defesa de seus naturais. O Brasil não fez. Muitos chegaram com AIDS, malária e outras doenças. As autoridades se dão conta disso agora. Pior, o país revela incapacidade de lidar com um problema que a sua diplomacia criou, ao permtiir a entrada desses imigrantes.
Só 100 reais
O governo Federal liberou para o estado do Amazonas 100 reais para cuidados com a saúde de cada um dos quatro mil haitianos. A pevisão é que cada imigrante vá custar, mensalmente, incluindo os gastos com saúde, cerca de R$ 800. É uma conta alta que alguém terá que bancar.
A juventude de Manaus e o Haiti
Cada jovem que sai as ruas alardeando suposto preconceito da classe média contra a presença dos haitianos em Manaus deve olhar o caso sem o peso da emoção que acaba colocando o problema no centro de uma guerra entre os muitos ricos e os que nada têm. A coisa não é bem assim...
Amazonino e o poder
O prefeito Amazonino Mendes deu uma avançada com o Projeto Ponta Negra. Mesmo os seus adversários reconhecem que a obra está bonita. Avaliar seus custos, é outra coisa, que também deve ser discutida.
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Para continuar marcando gol, entretanto, o prefeito vai ter que demonstrar que mantém as rédeas de seu governo e que ninguém decide em seu nome. Pode começar, por exemplo, cortando a curica do presidente da Superitendência de Transpoertes Urbanos, Marcos Cavalcante.
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Ontem, ao revelar para permissionários de transporte executivo como será o novo edital, Cavalcante fez uma ameaça: quem entrar na Justiça vai se ver com o prefeito. E fez exigências absurdas, como caução de R$ 1 milhão para participar do processo licitatório.
Conta de chegar
A Secretaria Municipal de Administração assinou o 4º termo aditivo ao contrata de prestação de serviço nº 004/2010, para “implantação e operação de Sistema Informatizado e Integrado, [...] para gerenciamento e controle do abastecimento de combustível para as Unidades Administrativas da Prefeitura de Manaus.” O acréscimo foi de 13,248% e vai onerar em mais R$ 1,17 milhão os cofres da prefeitura. Somado aos R$ 8,83 milhões do contrato, chega-se a módicos R$ 10 milhões a engordar o caixa da Petrocard Administradora de Créditos.
Transparência no TRE
O desembargador Flávio Humberto Pascarelli Lopes, presidente em exercício do Tribunal Regional Eleitoral, resolveu ser transparente com as garagens daquela corte: publicou no Diário Oficial Eletrônico a lista dos 66 veículos utilizados pelo TRE, incluindo os do interior. A maior parte da frota é de veículos 2007 e a Sundown domina com as motos Hunter. Agora é só fazer as contas do consumo de combustível e da manutenção para apresentar ao contribuinte.
Tempo fechou
O deputado Marcelo Ramos (PSB), que não gosta nem um pouco do secretário da Unidade Gestora da Copa, Miguel Capobiango, resolveu atacar Biango por um flanco inusitado. Diz Ramos: “Algumas figuras desse governo, só rindo mesmo. O cara não resolve o problema do monotrilho e vem falar de previsão do tempo!” Deixa o cara, deputado, afinal só precisa de um termômetro para falar do tempo
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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