Hoje vamos esquecer de política e desse mundo cão que nos assombra. E falar de namoro. Cada um de nós tem uma história. Permitam-me contar a minha…
Lembro da primeira vez que a olhei nos olhos e peguei em suas mãos. Eu tinha apenas 14 anos. E estava armado. Era uma sensação estranha, aquele suor tomando conta de meu corpo e enrijecendo parte de mim. Depois veio o primeiro beijo e um desejo ardente de fundir meu corpo ao dela. Durou pouco. Um verão. Águas rolaram e apagaram o incêndio que nos devorava.
A segunda vez era outra. Eu já sabia de tudo, tinha 19 anos. E estava ferido. Não queria me machucar mais. Ela era linda, tinha um sorriso de gata manhosa.E manhosamente me cativou. Vivemos momentos, fomos cúmplices de segredos, emoções e desejos. Mas não durou um verão.
A terceira vez era outra. Mulher madura, sensual, trazendo experiências de outros amores, me ensinando a usar as mãos e a boca para além dos lábios naturais. Mas não durou um verão…
A quarta vez era outra. Mais nova, mais ousada, sedutora, me ensinando tanto do mundo.
Imaginei que tudo terminaria no próximo verão, mas os verões passaram. Os invernos que podiam apagar nosso fogo apenas nos colocaram sob cobertores. O tempo passou. Dura até hoje. É a eterna namorada…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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