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Já há um consenso entre os alfredistas de que não colou a tentativa de ligar o governador Omar Aziz ao tema pedofilia, e que tem sido um erro exaltar obras do governo Braga, que têm o DNA de Omar, como o Prosamim e a ponte sobre o rio Negro.
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Na reta final da campanha, mudar de estratégia, entretanto, é como escolher atravessar o rio Negro de ponte ou de balsa. A conclusão é que, por um erro de estratégia, onde o rumo foi perdido, Alfredo entrou na fila da balsa. Agora ficou difícil chegar do outro lado do rio.
UM ESCÂNDALO
A RD Engenharia está cobrando R$ 11 milhões pelas obras do Manauara Shopping, mas não vai receber um centavo. A empresa que contratou a construção - a Sertório Shopping Ltda - diz que recebeu a obra incompleta ou não concluída. O processo, que pode ser consultado no site do Tribunal de Justiça do Amazonas, leva o número 0222565-71.2009.8.04.0001 (001.09.222565-0) e sua existência revela duas coisas: a primeira é que o Manauara não tinha condições técnicas para estar funcionando. Segundo, que autoridades da prefeitura de Manaus, do Conselho Regional de Engenharia e do Corpo de Bombeiros ajudaram a dar um jeitinho para atestar uma obra inacabada, apesar dos riscos que isso tem significado para milhares de pessoas que passaram a frenquentar suas lojas.
SEM RECIBO
O marqueteiro do candidato Alfredo Nascimento (PR), Jefferson Coronel, reclamava, na manhã de ontem, da decisão judicial que mandou retirar do ar as peças que tentavam associar o governador Omar Aziz ao tema pedofilia.
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Inconformado, Coronel dizia que “Campanha eleitoral é proposta, é debate, é polêmica. Eleitor tem que conhecer vida, história e fatos relacionados aos candidatos. E julgar.” Pois é, mas há também a Justiça Eleitoral para evitar os desmandos de quaisquer dos lados em disputa. Foi o que aconteceu.
SILAS, EM NOME DE DEUS
O deputado Silas Câmara "esqueceu" de cravar o CNPJ da sua coligação nos 150 mil panfletos que mandou imprimir com a sua foto e de outros candidatos ao lado do "apóstolo" Waldomiro Santiago, que se apresenta este final de semana no sambódromo. Resultado, está mais uma vez encrencado com a justiça eleitoral, que apreendeu o material.
ABANDONADO POR JESUS
Silas Câmara tem sido literalmente abandonado por Jesus, desde aquele escândalo da falsificação de CPFs, carteira de Identidade e certidão de Nascimento, que resultou no processo que responde no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica. Depois veio o escândalo com a mulher Antônia Lúcia, para quem teria enviado uma grana preta dentro de caixas de papelão para driblar o imposto de renda.
CUIDADOS NA LICITAÇÃO
A Comissão Municipal de Licitação foi reestruturada pelo prefeito Amazonino Mendes. A CML agora é composta pelas subcomissões Ordinárias de Educação e de Administração. O presidente tem remuneração de R$ 12 mil, e o vice de R$ 8 mil. Nas subcomissões, o presidente ganha R$ 6 mil e os demais membros R$ 4,5 mil. Além das subcomissões, a CML conta com secretaria executiva, assessoria jurídica, assessoria técnica e mais uma equipe de apoio. Todo esse aparato, justifica o prefeito Amazonino Mendes, é para dar ao dinheiro do contribuinte aplicações que retornem em bons serviços à comunidade.
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Por enquanto, quem está levando a melhor é a burocracia. E os amigos que foram indicados para os cargos.
A EXPLICAÇÃO DE OMAR
O governador do Estado, Omar Aziz (PMN), rebateu ontem, em entrevista à TV A Crítica, a acusação do candidato Alfredo Nascimento (PR), de que a administração estadual esteja na iminência de deixar de saldar seus compromissos. Aziz afirmou que a previsão inicial de receita do Estado, de R$ 8,2 bilhões, agora é estimada em R$ 10 bilhões e que não vê dificuldades em honrar os compromissos com funcionários e tocar obras.
BB É PARCEIRO DA PREFEITURA
Sem licitação, o Banco do Brasil S/A deve ser o parceiro da Prefeitura Municipal de Manaus para tocar o Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (Fumipeq). Em princípios o BB deve cuidar da cobrança das operações contratadas entre o município e os microempresários. Vai levar algo em torno de R$ 1,2 milhão para "ajudar" a operar o sistema.
FISCALIZANDO
A coisa não está para brincadeira na Prefeitura de Manaus. Um contrato para fazer esgotamento de 20 carradas de fossas sépticas dos CELs mantidos pela Secretaria Municipal de Desporto e Lazer, (Semdej) vai ser supervisionado por três servidores municipais daquela secretaria, os quais atestarão a prestação do serviço. E tem mais: por ser considerado serviço relevante, não dá direito a remuneração. Dá-lhe Fabrício Lima, é melhor muita fiscalização do que nenhuma.
POVO NÃO INVENTA
Os vereadores Homero de Miranda Leão (PHS) e Luiz Mitoso (PV), acompanhados do secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra, que estiveram em visita ao Manauara Shopping na terça-feira obtiveram da direção do empreendimento o reconhecimento de que existem falhas no acabamento do prédio, mas foram informados pelo diretor comercial da Sonae Sierra Brasil, rede que administra o shopping, Cesar Garbin, de que já estão sendo solucionadas, além de pedir prazo ‘até o fim do ano’ para regularizar tudo.
BONDE ERRADO
Para o vereador petista José Ricardo Wendling os verbos saber, conhecer e vender têm o mesmo significado. Ao comentar a pesquisa encomendada ao Ibope pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) sobre a Lei Ficha Limpa, ele afirmou que os resultados da pesquisa mostram que “mais da metade dos brasileiros conhece casos de políticos que compram ou compraram votos”. Wendling emenda dizendo que desses, 57% têm nível superior, para concluir que “Não é mais somente o ‘pobrezinho’ que vende seu voto, mas também quem tem nível superior”. Calma vereador, saber e conhecer podem até ser sinônimos, mas têm significados bem diferentes de vender. O senhor compra?
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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