O governador Wilson Lima sabe porque as cigarras pararam de cantar sobre as poucas palmeiras que cercam o Palácio da Compensa. O 'canto' das cigarras na verdade não existe. O som que se ouve é emitido por suas asas, que não se movem quando a umidade está alta. Wilson agora percebeu que vem tempestade por ai, daquelas que abalam governos.
O prenúncio de temporal é ruim, porque sinaliza para o rompimento iminente da barragem artificial que montou em Brasilia para blindar seu mandato.
O problema é que essa blindagem não está conseguindo fazer a retenção do volume de informações colhidas pela CPI da Saúde, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal.
Wilson errou ao pessoalmente inspecionar a barreira montada para conter resíduos, lama tóxica e todo o lixo colhido ao longo das ultimas semanas pelos órgãos de controle e pela polícia.
Sua presença em Brasília nos últimos 50 dias, num vai e vem constante e em companhias suspeitas, despertou curiosidade e fez acender a luz vermelha no próprio STJ.
A tempestade agora é inevitável...
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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