Nada justifica o vandalismo que os alunos praticaram, quebrando portas e carteiras, mas esse foi um efeito colateral da má gestão da escola.
Não foram poucos os estudantes que participaram - e o vídeo vazado pelos próprios alunos demonstra isso - do ato de “vandalismo" na Escola Estadual Júlia Bittencourt, em Manaus.
Debruçar-se sobre as causas - ainda que nada justifique depredar o patrimônio público - é um passo para esclarecer um episódio lamentável, com narrativas diferentes. A escola tem uma versão; os estudantes, outra.
O primeiro passo - e a Seduc não deu ainda e não parece disposta a fazê-lo - é afastar a “equipe gestora da escola”, que teria sido “militarizada”.
A razão é simples: uma escola bem administrada, com foco na educação de jovens tem suas regras, como toda instituição, mas é um espaço onde os alunos são ouvidos e respeitados. Essa é uma regra civilizatória e numa escola deve ser prática essencial para estimular o aprendizado.
Estudantes promovem quebra-quebra em escola no bairro Compensa, em Manaus pic.twitter.com/W3llGSIPX3
— Portal do Holanda (@portaldoholanda) March 9, 2022
Nesse aspecto, se alguém falhou, evidentemente não foram os alunos. Ou somente eles. Não se justifica o vandalismo que praticaram, mas este foi um efeito colateral da má gestão da escola.
Erra a Seduc ao não tomar para si a investigação, ainda que com apoio discreto da polícia, porque se tiver que haver punições elas não devem se restringir aos alunos. A direção da escola tem responsabilidade e deve ser avaliada a sua permanência.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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