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A ponte e a "coisa" alheia

Coluna do Holanda
Por Holanda
13/11/2010 12h50 — em Coluna do Holanda
 A construtora Camargo Correa considera que o seu papel na construção da ponte sobre o rio Negro acabou. Ontem começou a desmobilizar a estrutura de pessoal e equipamentos montada no canteiro central da obra. A ponte, que  já custou R$ 1 bilhão ao contribuinte, para ser concluída deve aumentar essa conta em mais R$ 70 milhões - que o governo não tem disponíveis, ao menos até fevereiro.  Pelo contrato de construção, não  cabe à Camargo Correa a responsabilidade pelas defensas ou boias  - um item importante da segurança e que vai dar estabilidade ao projeto - nem a parte de iluminação. O governo descobriu que não pensou nisso. A ponte é um sonho caro, que afinal pode valer a pena, mas seu custo poderia ter sido bem menor se tivesse havido planejamento, cuidado com o dinheiro público, responsabilidade com a coisa alheia.

Leia a coluna de ontem "Mau Menino"

O EFEITO CHIBATÃO

 A  nova estação de captação de água, paralisada desde  17 de outubro, quando foram constatadas rachaduras em dois pilares, causadas pelo deslocamento do solo ao longo da margem do rio, vai demorar mais tempo para ser concluída. É que o estudo geológico que o governo mandou realizar no local dá conta de que o fenômeno comprometeu o terreno e toda a obra precisa passar por uma reavaliação. As rachaduras apareceram no mesmo dia em que o porto Chibatão afundou. Para os técnicos os dois fenômenos podem  estar relacionados. Ninguém no governo diz nada, mas há a suspeita de que a ponte sobre o rio Negro também  tenha  sido afetada. Os geólogos  deverão ser chamados a realizar um minucioso   estudo dos impactos do evento chibatão-tomada de água  sobre  ponte.

SOBRE O CEROL

Por iniciativa dos vereadores Cida Gurgel (PRP) e Homero de Miranda Leão (PHS), a Câmara Municipal de Manaus realizou ontem audiência sobre a proibição ou não do uso de cerol para empinar papagaios no perímetro do município. O vereador Fausto Souza  aproveitou para fazer uma revelação. Disse que quando jovem   perdeu um amigo ferido por linha de papagaio.

SEM ÁLCOOL

Co-autor da proposta para debater a proibição do cerol em Manaus, o vereador Homero de Miranda Leão declarou que “soltar papagaio sem cerol é como beber cerveja sem álcool.”

SACO DE MALDADE


Por falar em Homero, ele vem sendo apontado como o homem que ressuscitou o vídeo no qual vereadores da  legislatura de 2003 aparecem recebendo dinheiro vivo, caso já explicado pelo presidente da Câmara Alberto Carijó. No centro desse "escândalo, a disputa pela presidência da Câmara Municipal de Manaus e a tentativa de atingir alguns eventuais concorrentes ao cargo. Mas quem conhece Homero sabe que ele nao seria capaz de uma maldade dessas.

CONSULTORIA TEMPORAL

A prefeitura de Manaus contratou o Consórcio Sistema Pri-Falcão Bauer para prestar serviço de ‘consultoria com base no tempo’ que deverá dar apoio ao Programa de Desenvolvimento Urbano e Inclusão Socioambiental de Manaus (Prourbis), que parece ser a versão municipal do Prosamim. O contrato foi fechado pelo valor de R$ 6,958 milhões.

ACORDA, CHICO!

Formalmente, o líder do governo na Assembleia Legislativa é Sinésio Campos (PT), mas na prática o maior defensor do Executivo, desde Eduardo Braga, é o deputado Chico Preto. Na sessão de ontem Sinésio estava novamente  ausente do plenário quando Luiz Castro (PPS) retornou ao  caso dos pacientes que precisam fazer tratamento fora do Estado, o chamado TFD. Castro disse que não sabe mais o que fazer para chamar a atenção de um governo rico, capaz de construir obras como a ponte sobre o rio Negro e a  Arena Amazônica, mas que, segundo ele, não  se preocupa com o sofrimento dessas pessoas e seus familiares, que têm a maior dificuldade para receber o  auxílio financeiro. Pois Chico aproveitou para propagandear ações do governo e considerou exagero do colega "focar suas críticas num fato isolado". Chico precisa acordar.
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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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