A juíza Ana Paula Braga, que esteve envolvida em processo por suposto favorecimento ao ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, manteve a 2ª Vara da Comarca de Coari e agora foi designada pela presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Graça Figueiredo, para responder pelo Juízo da 8ª Zona Eleitoral daquela cidade. Pelo despacho da desembargadora Graça Figueiredo, dá para sentir que Ana Paula foi opção ditada pelo prazo.
Mais cinco quilos e muita falação
A Câmara Federal tem feito bem ao deputado Henrique Oliveira. Ele engordou cinco quilos e está mais falante. Agora aparece sozinho nas inserções do PL, que com a desgraça que se abateu sobre o senador Alfredo Nascimento, não tem outra opção para a Prefeitura de Manaus. O problema de Henrique é que o partido tem pouca grana para gastar numa campanha majoritária.
Pedras no meio do caminho
A decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) que retira do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) poderes para investigar magistrados foi criticada pelo deputado federal Francisco Praciano (PT) ao dizer que o combate à corrupção tem caminhos difíceis. Pois é: no meio do caminho tem muitas pedras.
Voto distraído
Para o vereador Waldemir José (PT), que afirma ter sido o único a votar contra o aumento do número de vereadores de 38 para 42 na Câmara Municipal de Manaus (CMM), a estratégia da mesa diretora da CMM foi jogar a votação para o fim da pauta e, com isso, conseguir aprovar o projeto com o voto “imprensado e distraído” dos parlamentares. Imprensado pode até ser, agora distraído não dá para acreditar.
Preços de mercado
O mercado está conseguindo regular os preços do concreto betuminoso usinado a quente em Manaus. Está tão bem regulado, que quatro empresas oferecem a tonelada do produto pelo mesmo preço de R$ 299,72. Com isso, cada uma arrematou um lote de 60.000 t e vai faturar R$ 17,98 milhões quando a prefeitura de Manaus realizar as compras. A exceção é a Ardo - Construtora e Pavimentação que ficou com dois lotes, logo, leva R$ 34,96 milhões. As outras empresas são: BR – Construções e Comércio, Construtora Etam, MCW Construções Comércio e Terraplenagem.
Salário mínimo
O deputado federal Silas Câmara (PSD) quer saber se seus friends, no Facebook, concordam com o salário mínimo de R$ 622,73 para o próximo ano, conforme previsto pela legislação. De repente, um salário mínimo de R$ 450 mil poderia ser muito melhor, que nem lá pelo Acre.
Dia do tira-teima
Todo fim de ano é sempre igual na votação do orçamento do Estado, quando governistas e oposicionistas apelam para inflamados discursos, sem chegar a nenhum acordo. Ontem, além do orçamento de 11,36 bilhões de reais, aprovado sem nenhuma emenda, os deputados estaduais votaram várias outras matérias, sendo a mais polêmica a que autoriza o governo a elaborar estudos de viabilidade para vender os 17% das ações da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás). Os governistas garantiram que a venda das ações é para investimento na Cidade Universitária (a ser construída no município de Iranduba), portanto para a educação. Já os oposicionistas José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PSB) e José Ricardo (PT) encrencaram com o fato de o governo querer uma autorização para fazer um estudo e ainda nem sabe se vai mesmo vender as ações. Também questionaram uma futura venda da Cigás. A maioria venceu no voto.
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A oposição também não se conformou com a rejeição das emendas (cerca de 70) apresentadas também por governistas. Marcelo Ramos havia apresentado emenda propondo a redução de 40% para 25% do porcentual do orçamento a ser livremente manejado pelo governo, que não ficaria “engessado” de jeito nenhum, segundo José Ricardo. Expressões de Marcelo e José Ricardo em relação aos governistas, que seriam subservientes ao Executivo em aprovar o orçamento na forma original, além de críticas ao relator, Adjuto Afonso (PP), que levava “tudo na brincadeira”, provocou reação de Belarmino Lins (PMDB).
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Ex-presidente da Assembleia Legislativa lembrou que o Regimento Interno estabelece “Apuração de Responsabilidade” para o caso de parlamentar que não trate os colegas com urbanidade e respeito. É a quebra do decoro parlamentar, que pode levar até a cassação de mandato. Não foi o caso. Tanto que depois de encerrada a sessão, Marcelo Ramos, por exemplo, já entabulava conversa com alguns colegas governistas, na maior camaradagem. Agora é esperar o novo round no final de 2012 e assim por diante até o fim. Amém.
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.


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