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PC do B coloca em xeque liderança de Braga

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Por Holanda
20/12/2011 09h51 — em Coluna do Holanda

A veia  autoritária  do PCdoB foi exposta na entrevista do presidente do diretório regional, Edilon Queiroz, que já antecipou: se o senador Eduardo Braga decidir lançar como candidata a prefeita de Manaus a deputada Rebecca Garcia, os comunistas poderão se rebelar. Vanessa Grazziotin e Rebecca Garcia são os nomes com densidade eleitoral para, eventualmente, substituirem Braga na disputa. O episódio revela duas coisas. Primeiro: o  grupo do senador Eduardo  Braga não é tão coeso, como parecia. Segundo:  Braga é ouvido, até tolerado, mas não é uma liderança incontestável dentro da coligação que elegeu um governador, dois senadores e fez a maior bancada de deputados federais em 2010. E   os comunistas parecem dispostos a deixar isso claro.

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Muito claro, até porque fazem parte de uma esquerda(?) autoritária e totalitária. Consideram que os partidos que se uniram em 2010 para  derrotar Alfredo, Serafim, Arthur e Cia  são um meio de produção coletiva, uma fábrica de votos que gera poder e benesses. E não abandonaram  aquele conceito vesgo de que  os sistemas  ligados aos meios de produção  devem ser coletivizados. O que está havendo, na visão deles, é uma privatização do processo eleitoral. Besteira ?  Os nossos camaradas ainda vivem nos anos 30 e pensam assim...  

Roupa suja

Edilon Queiroz fala da falta de experiência administrativa de Rebecca - e isso já antecipa uma lavagem de roupas encardidas dentro do grupo - mas falta de experiência por falta de experiência, o PCdo B não tem nenhuma em cargos executivos, embora   possua bons quadros, como a senadora Vanessa e o próprio Eron Bezerra.

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E Braga não disse que é candidato,  nem que, na possibilidade de não vir a se-lo, apoiaria Rebecca. Mas considerando o gênio do senador, é muito provável que ele - que se irrita facilmente e bate com frenquência sobre  a  mesa - decida pagar para ver e contrariar os comaradas comunistas.

 

Gente boa pra caramba!

 

O jornalista Elvis Chaves inovou na comunicação aos “queridos colegas e amigos”, para dizer que, a partir de ontem, 19, deixou a assessoria de imprensa da vereadora Mirtes Sales, “Agradeço a colaboração de todos e a atenção dispensada à vereadora, que, além de política, é gente boa "pra caramba"! Elvis não explicou no e-mail, mas na verdade ela agora integra a assessoria de comunicação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

 

Maldade pura

O vereador Waldemir José (PT) resolveu fazer uma maldade com o prefeito Amazonino Mendes e publicou em sua página, no Facebook, um link com uma música onde a expressão “então morra” é o título. Diz o vereador petista que a marchinha de Carnaval é uma das músicas mais tocadas em Manaus.

Sucesso de audiência

Com 19 twits, o @japuranoticias conseguiu incomodar a prefeitura de Japurá que já avisou a senadora Vanessa Grazziotin (PSB) ser um ‘blog falso’, com propósito de desmoralizar a cidade e a administração. Desmoralizar deve passar pela denúncia postada no @japuranoticias: “Prefeito de Japurá/AM passa a perna no@DefesaGovBr e faz apenas 04 ruas das 30 que estão no covênio #Prefeitura #MinisteriodaDefesa”. Ninguém desmentiu a denúncia.

Para não cumprir

A prefeitura de Manaus está atacada do vírus da normatização. Desta vez o prefeito Amazonino Mendes sancionou lei que obriga os postos de combustível a oferecer calibradores de pneus aos usuários e lhes dar manutenção. Ao mesmo que cria o ônus do serviço e da manutenção, a prefeitura retira um diferencial de fidelização de usuários com uma lei que dificilmente será cumprida.

 

Praciano na IstoÉ

 

O deputado federal Francisco Praciano anda todo prosa: foi entrevistado pela revista Istoé, na qualidade de presidente da Frente de Combate à Corrupção. Mas, do jeito que falou, o Praça está bem longe de ser otimista. Confira a entrevista.

Deputado Francisco Praciano (PT-AM), presidente da Frente de Combate à Corrupção:

ISTOÉ – É possível aprovar leis anticorrupção como a do voto aberto?

Praciano – Não tenho certeza. Não confio na sensibilidade do Congresso em relação aos temas que envolvem corrupção. O voto aberto enfrenta resistências e a Lei da Ficha Limpa pode nem se concretizar.

ISTOÉ – O que dá para fazer diante desse quadro?

Praciano – Temos de apelar para que a presidenta Dilma peça à base aliada que priorize esses projetos. Não espero boa vontade dos políticos.

ISTOÉ – Qual é a principal dificuldade?

Praciano – O problema é estrutural. E a situação é muito difícil. Somente um pacote de

aperfeiçoamento dos Poderes poderia mudar as coisas.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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