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A informação não tem mais dono

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Por Coluna do Holanda
29/04/2014 04h01 — em Coluna do Holanda

A prova está na histórica greve dos policiais no Amazonas. Enquanto o secretário de segurança e os grandes veículos de comunicação insistiam em negar que a greve aconteceria, buscando abafar o próprio movimento, um exército atropelava de forma esmagadora esse comportamento por meio de um fenômeno indomável: a internet.

John McCain viu sua candidatura sucumbir em 2008 após ter ignorado o poder das redes sociais, e viu seu adversário Barack Obama ser eleito presidente dos Estados Unidos. Hosni Mubarak viu sua ditadura de 30 anos no Egito ruir em 2011 graças ao movimento no Facebook e Twitter. Ano passado, o Brasil inteiro se mobilizou através das redes sociais e paralisou tudo com o movimento #VemPraRua, obrigando o governo a mudar suas leis.

Em suma, a informação não tem mais dono. É de todos. E esse novo cenário vai continuar transformando vertiginosamente o mundo. Negar isto, certamente é um erro. Fomos o único Portal de notícias a confirmar a greve, como resultado dos investimentos que temos feito nessa área. 

Como eles mesmo dizem nas redes: “aceita que dói menos”.

DIREITO AO CONTRADITÓRIO

Ao comemorar a aliança recém-formalizada com o PTB do deputado federal Sabino Castelo Branco, o senador Eduardo Braga (PMDB) disse, em rede social, que ele e seus companheiros continuarão a trabalhar ao lado do trabalhador e de todos os que lutam pelos direitos do cidadão.

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Ao que uma leitora de seu FB respondeu: “Que direitos dos trabalhadores são esses? Onde uma pessoa com 50 anos de idade não consegue mais arrumar um trabalho por causa da idade. Quer dizer que essa pessoa não se alimenta, não se veste não tem contas pra pagar?”

DEM FICA SEM COTA

O juiz eleitoral Ricardo Augusto de Sales mandou arquivar autos nos quais o Partido Democratas requeria cancelamento da suspensão de repasse das cotas do Fundo Partidário por não prestação de contas do diretório regional. Com a decisão, o DEM vai continuar sem a grana partidária.

CONSERVAÇÃO SEM LICITAÇÃO

Na Câmara Municipal de Manaus, o diretor de Administração, Rubenilson Massulo, liberou de licitação contrato para conservação e limpeza fechado com a empresa Tecnelétrica da Amazônia, por seis meses, tempo que, diz o despacho de Massulo, é necessário para concluir a licitação. Na brincadeira, a Tecnelétrica garantiu um faturamento de módicos R$ 117 mil por mês e contrato de R$ 704 mil.

PENDÊNCIA ANTIGA

O Conselho Municipal de Contribuintes, presidido por Francisco Moreira Filho, negou provimento ao recurso da Telemar Norte Leste envolvendo não recolhimento de Imposto Sobre Serviço, pendência do exercício de 2003. Com isso, a empresa vai ter que recolher o tributo acrescido dos encargos moratórios.

ABRIGOS EM OBRAS

A Prefeitura de Manaus fechou contrato com a Red Engenharia para construção de abrigos que devem servi ao usuário do sistema Bus Rapid Service. Os abrigos a serem construídos são os das avenidas Max Teixeira e Noel Nutels, no bairro Cidade Nova, Zona Norte. O contrato é de R$ 1,47 milhão.

CAPACIDADE DE LIDERANÇA

A breve paralisação dos policiais militares, entre a meia noite de domingo e as 12h. de segunda-feira, serviu para o governador José Melo exercitar uma capacidade de liderança ainda desconhecida, e que surpreendeu adversários políticos que contavam com um desgaste político dele ante uma situação “complicada”.  Pela Lei, ele é o comandante em chefe da tropa policial militar do Estado. E foi como chefe e líder que Melo reagiu: ante o desencontro de informações e a mobilização surpresa dos policiais, foi direto à fonte do problema. Destituiu interlocutores, assumiu o comando da crise e foi ele próprio ao encontro dos grevistas; só pela manhã chamou as lideranças ao seu gabinete para fechar um acordo.

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A partir de hoje a Casa Civil do governo estará à disposição dos representantes da categoria para a construção das leis e regulamentações necessárias à efetivação do acordo celebrado em ata na reunião de ontem.

COM ARTUR
 
Passado o sufoco da paralisação dos policiais militares, o governador José Melo volta à rotina de trabalho e hoje acompanha o prefeito de Manaus, Arthur Neto, no lançamento da sinalização turística da cidade de Manaus. A programação está marcada para às 16h30, no Complexo Turístico da Ponta Negra. Nessa primeira fase da sinalização, serão implantas 400 placas, além de 89 totens que estarão nas plataformas do sistema de ônibus BRS (Bus Rapid System).

DECISÃO NA SEGUNDA
 
Por falar em greve dos policiais militares, o movimento de ontem também serviu como desculpa para o cancelamento da reunião da CCJ da Assembleia Legislativa, que decidiria o acatamento, ou não, do pedido de cassação do deputado Fausto Souza, feito pelo Instituto IACI. A representação da ONG já foi analisada pela Procuradoria Geral da casa, cujo parecer deverá ser apreciado pela CCJ. Como a comissão se reúne semanalmente, a análise da matéria ficou para a próxima segunda-feira.

SETOR PRIMÁRIO EM CRISE
 
Faltam recursos e pessoal técnico para melhorar a atuação do setor primário no Amazonas. Este foi um dos consensos entre os participantes da mesa redonda promovida ontem pela deputada federal Rebecca Garcia, na Assembleia Legislativa do Amazonas. O encontro serviu ainda para mostrar duas visões diferentes entre órgãos do governo responsáveis pelo setor primário. O secretário de Pesca e Aquicultura, Geraldo Bernadino, mostrou os “entraves” para a evolução do setor que dirige. Mas a titular da Sepror, Sonia Sena Alfaia apresentou balanço mostrando que tudo está em pleno progresso, baseado na sustentabilidade construída pelo PCdoB.

LOPES COMEMORA
 
O deputado Vicente Lopes comemorou ontem o arquivamento de processos em que o Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitava a cassação do seu mandato, pelo suposto uso da Fundação Maria Lopes como instrumento político-eleitoreiro. “Me sinto aliviado com o julgamento”, disse.

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Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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