Falta poucas horas para os cristãos celebrarem o nascimento de Jesus. Num estábulo, entre bois, ovelhas e jumentos. Um ambiente hostil e insalubre. A Bíblia não conta como deve ter sido difícil cortar o cordão umbilical que unia Jesus à sua mãe, Maria. Nem do sofrimento dessa mulher para ter um filho de parto natural naquelas condições.
Faltava água, a higiene era precária. Se o destino de Jesus era mudar o mundo sem perder sua natureza também humana, ele sofreu naquele espaço onde foi colocado - um comedouro, local onde despejavam a comida dos animais. O cheiro provavelmente era muito forte - inclusive de excrementos.
Mas o nascimento é mostrado pelos evangelistas Lucas e Mateus passando por cima de tudo isso. Jesus sofreu ao nascer.
Seu nascimento foi dourado anos depois pelo oportunismo de uma igreja que se tornou Romana e era ávida em lucrar com a fé.
Manjedoura virou quase sinônimo de um pequeno berço. E o estábulo se tornou presépio, emoldurado pela presença dos reis magos que seguiram uma estrela, driblaram Herodes, então rei da Judeia, que sabia da profecia do nascimento de um novo rei.
Mas seria tudo verdade? Sim e não. A fé é o que importa.
Os evangelhos de Lucas e Mateus, que narram o nascimento de Jesus, não são um romance. Narram fatos distantes, uma revolução dos costumes, da politica, da religião.
Independentemente da polêmica sobre a data do nascimento de Jesus e de alguns que duvidam da sua existência, o fato é que de certa forma o colocamos em nossas vidas.
Apenas festejamos a data do seu (suposto) nascimento de forma errada. Com peru sobre a mesa, árvore colorida na sala, o melhor vinho e muita vontade de comer e beber. Natal não é isso…
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.



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