Em meio a fatos já investigados, com os principais envolvidos presos, o Congresso Nacional instala nesta quinta-feira uma comissão mista para investigar o que já foi objeto de apuração e prisões. Mas não será de todo inútil instalar a CPMI.
Falta apurar as omissões. A conivência ou a incompetência daqueles que, no poder, fizeram vista grossa, não anteciparam a defesa do estado diante da escancarada evidência de que havia algo de anormal no ar: convocações pelas redes sociais e tráfego intenso de ônibus em direção a Brasília.
É obvio por que muitos senadores e deputados da base do governo Lula não querem participar da comissão.
Prevêem um desfecho negativo para um governo que ainda não disse a que veio. Não querem dar discurso a uma oposição raivosa, disposta a “dar o troco”.
A CPMI dos atos de 8 de janeiro será o espaço que os bolsdonaristas queriam, mas muito provavelmente não terá os holofotes da chamada “mídia profissional”, comprometida com os novos tempos, tão obscuros quanto o tempo passado...
Coluna do Holanda
Raimundo de Holanda é jornalista de Manaus. Passou pelo "O Jornal", "Jornal do Commercio", "A Notícia", "O Estado do Amazonas" e outros veículos de comunicação do Amazonas. Foi correspondente substituto do "Jornal do Brasil" em meados dos anos 80. Tem formação superior em Gestão Pública. Atualmente escreve a coluna Bastidores no Portal que leva seu nome.

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