Jeniffer Nascimento mescla pagode com black e embarca na carreira solo

Por Folha de São Paulo / Portal do Holanda

23/10/2021 9h05 — em Arte e Cultura

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nos musicais "Hairspray" (2009), "Hair" (2010) e "Mamma Mia" (2011), o talento e o vozeirão da multiartista Jeniffer Nascimento, 28, já era latente. Em 2012, isso se consolidou quando ela venceu o reality musical do Multishow Fábrica de Estrelas e começou a fazer parte da banda Girls.

Já em 2014, com o fim do grupo, Jeniffer estreava em "Malhação" no papel de Solange, uma aspirante a cantora e que mais uma vez soltava a voz poderosa. Mas foi no ano de 2018 que a sua qualidade com o canto ficou ainda mais evidente ao ser a campeã do reality da Globo Popstar.

Porém, mesmo com tantas demonstrações de habilidade na música, até agora a artista, que poderá ser vista pelo terceiro ano seguido na coapresentação do The Voice Brasil, não tinha mostrado música alguma em carreira solo.

E esse cenário muda a partir desta sexta-feira (22) com o lançamento de "Flechas", primeiro single de Jeniffer Nascimento disponibilizado ao público. A canção foi apresentada a ela pelo produtor musical e parceiro de longa data Rick Bonadio.

"Devia isso aos fãs há muito tempo. Até então não tinha lançado nada, pois não entendia qual era a minha verdade. Me sentia pressionada se o público iria gostar. Por medo de errar e não corresponder, fui deixando essa vontade de lado", conta.

O ano de 2021 seria diferente. Ela sabia que uma de suas metas --aquelas que muita gente costuma anotar em papel no começo de cada temporada-- seria colocar algo dela no mundo musicalmente falando. E quando ouviu a canção sabia que ela resumia suas referências e tocava em temas que necessitava abordar.

"Gosto de falar sobre coisas boas, passar energia boa. Cresci ouvindo R&B, black music, e 'Flechas' é uma mescla de tudo isso com o pagode. É uma aposta e estou ansiosa", define.

A música, disponível em clipe e em todas as plataformas musicais desde 22 de outubro, versa sobre amor, perdão e transformação. "É uma mensagem que nesses tempos de tanto medo e incertezas vale a pena relembrar: o perdão é algo muito poderoso", diz.

Apesar do lançamento, não faz parte dos planos da cantora mostrar ao público um disco. A ideia é lançar pelo menos mais duas músicas até o final do ano para ir "arrumando o terreno" e se fazendo conhecer.

E para os fãs que admiram a extensão vocal de Jeniffer, ela adianta que todos os singles terão como característica essa qualidade vocal que possui. Não foram poucas as vezes em que ela impressionou nos realities ao alcançar notas altas de músicas de Whitney Houston, por exemplo.

"Nessa música 'Flechas' consigo mostrar o vozeirão. Melodicamente consigo explorar vertentes. Eu levei para o pagode, pois vejo que muito do R&B hoje está no pagode. Péricles, Thiaguinho e Ferrugem fazem harmonias que são parte desse ritmo. Público vai se sentir contemplado", almeja.

Mas ela garante que pode não se fixar somente em um ou outro ritmo. "Sou múltipla artista e não preciso me resumir a um gênero só. Tenho músicas lançadas com o Jorge Vercillo ['Melhor Lugar'] que são MPB. Esses singles me trazem mais liberdade. Também componho, tenho algumas músicas e vou entrar em estúdio mês que vem [novembro] para gravar", explica.

Mas a carreira de Jeniffer está longe de ser só voltada à música. Além da coapresentação da décima edição do The Voice Brasil, ela também já grava participação na sitcom "Vai que Cola" que deverá estrear no próximo mês, no Multishow.

A personagem é Carolzinha, uma moça divertida e empoderada que costuma passar questionamentos importantes. "Confesso que no começo eu estava morrendo de medo, pois o formato é diferente, é um teatro na TV, como fazer uma peça por dia. Apesar de já ter feito personagens cômicos na TV, o tom deles é outro", afirma a atriz que já interpretou papéis em tramas como "Êta Mundo Bom!" (2016), "Pega Pega" (2017) e "Verão 90" (2019).

"Nessa primeira temporada gravei dez episódios, mas por agenda não pude fazer mais. Voltou tudo de uma vez, trabalhei três meses sem ter um dia de folga. Pretendo continuar na próxima temporada se tudo der certo", adianta ela.

Jeniffer também pode ser vista atualmente com "Donna Summer Musical", em cartaz até 21 de novembro no Teatro Santander de quinta a domingo. O espetáculo havia sido cancelado em março de 2020 pela pandemia após duas apresentações. Agora retorna com o público presente.

"Uma das minhas meninas dos olhos é o teatro musical e lá posso exercer todas as paixões, como atuação, canto e dança. Nesse retorno foi emocionante ver a casa cheia de novo. Confesso que as máscaras são um desafio, pois você não vê o sorriso e a emoção direito, mas tem de ser assim. Tem sido tudo muito gratificante", conclui a multiartista.


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