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Campanha quer limitar cachês para festas de São João a R$ 700 mil

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Campanha quer limitar cachês para festas de São João a R$ 700 mil
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Prefeitos de diversas cidades do Nordeste brasileiro estão se mobilizando para limitar o cachê de artistas e bandas a R$ 700 mil para os festejos juninos deste ano. A iniciativa, chamada de São João sem Milhão, foi lançada pela União dos Municípios da Bahia (UPB) em resposta ao aumento exorbitante nos cachês cobrados por bandas contratadas para as festividades.

Wilson Cardoso, presidente da UPB e prefeito de Andaraí, na Bahia, informou que a proposta já conta com a adesão de todos os estados nordestinos. O objetivo é controlar os gastos das prefeituras, que frequentemente enfrentam dificuldades financeiras, muitas vezes ficando com contas no vermelho. “Artistas que cobraram R$ 100 mil no ano passado estão pedindo entre R$ 500 mil e R$ 1,2 milhão para se apresentar por uma hora e meia. Isso compromete as finanças de municípios que ainda não conseguiram quitar os custos do São João anterior, impactando áreas como saúde e educação”, ressaltou Cardoso.

Nesta segunda-feira, o Ministério Público do Estado da Bahia, juntamente com o Tribunal de Contas da Bahia e o Tribunal de Contas dos Municípios, assinará uma nota técnica para orientar as contratações para o São João 2026. O documento estabelece normas sobre "pesquisa de preços, economicidade e gestão de risco nas contratações de apresentações artísticas".

De acordo com a UPB, alguns prefeitos defendem a criação de critérios "justos" para o pagamento dos artistas, visando preservar os recursos públicos e garantir investimentos em setores essenciais como saúde e educação. Apesar disso, o valor de R$ 700 mil tem sido amplamente discutido nas redes sociais e em entrevistas.

Cardoso enfatizou a intenção de realizar festas de qualidade, mas também de conscientizar os artistas sobre a necessidade de reduzir seus cachês. “Queremos continuar promovendo boas festas com responsabilidade fiscal, sem comprometer as finanças dos municípios. É importante que os artistas compreendam que, além do cachê, existem custos adicionais como segurança, hospedagem, palcos e sonorização, que pesam nos cofres públicos”, explicou.

A campanha São João sem Milhão tem sido bem recebida nas redes sociais, tanto por internautas quanto por artistas locais, que aproveitam o espaço das festividades juninas para aumentar seu reconhecimento nacional. Até o fechamento desta matéria, nossa reportagem ainda não havia obtido manifestações de produtoras e grandes artistas sobre a campanha.

Extraído de Agência Brasil

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