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Assédio sexual e ameaças de morte marcam concurso de Miss EUA

Por Folha de São Paulo

23/05/2024 10h48 — em
Arte e Cultura



SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Noelia Voigt, 24, renunciou à coroa no início de maio, sete meses após vencer o Miss USA, alegando que precisava "priorizar sua saúde mental".

A decisão da modelo colocou à prova o concurso de Miss EUA.

O título que era da representante de Utah foi passado a Savannah Gankiewicz, 28, que representava o Havaí.

Porém, desde que assumiu o posto, Savannah tem sido alvo de uma campanha de bullying nas redes sociais

Assédio: "Não sei se vocês viram nas redes sociais, mas desde que ganhei esse título, enfrentei muito bullying e assédio", disse ela.

O bullying chegou até aos canais da mãe da modelo. Uma pessoa chegou a dizer que "esperava que a sua filha levasse um tiro e morresse".

Gankiewicz se defendeu afirmando que não havia assumido o posto de "forma leviana".

Ainda manchando a imagem dos concursos de beleza nos EUA, dias depois da entrega da coroa de Noelia, UmaSofia Srivastava, 17, eleita Miss Teen USA, também renunciou ao título.

Fontes afirmaram ao "NY Post" que o bullying por parte da organização do concurso sofrido por ela teria sido o motivo da decisão da renúncia: "Essa atmosfera tóxica é uma preocupação séria. Há uma necessidade urgente de intervenção em termos de comando".

Stephanie Skinner, 19, a segunda colocada no concurso, disse que não deseja herdar a coroa de UmaSofia: "Tomei a decisão de recusar. Não achei que fosse a decisão certa, considerando todas as circunstâncias".

A organização Miss EUA vem se envolvendo em diversas polêmicas.

Em 2022, concorrentes alegaram que a competição foi fraudada.

Em 2023, Max Sebrechts, marido da presidente destituída da Miss EUA, Crystle Stewart, foi acusado de enviar mensagens sexuais "indesejadas" as participantes do concurso.


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