Início Arte e Cultura As seis e as doze cordas de Tim Reynolds, sem a ‘concorrência’ da Dave Matthews Band
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As seis e as doze cordas de Tim Reynolds, sem a ‘concorrência’ da Dave Matthews Band

RIO - O americano Tim Reynols, de 59 anos, é, antes de tudo, um cara versátil. Conhecido por ser o guitarrista que acompanha a Dave Matthews Band - é membro efetivo da banda desde 2008, embora participe dos shows, discos e desde o o começo, no fim dos anos 1980 -, ele toca também com seu próprio trio, o TR3, faz shows ao lado de Matthews sem o resto da banda e atua em outros projetos diversos. Em que formato, então, estaria Tim Reynolds vindo ao Brasil para uma turnê solo, que começou em Niterói na semana passada e aterrissa no Blue Note carioca nesta sexta-feira?

- Seremos eu e meus violões, o de seis e o de 12 cordas - diz o músico, por telefone, dos EUA, pouco antes de embarcar rumo à América do Sul. - Além de toda a atividade com a DMB, que até me deu um descanso neste ano, acabei de chegar de uma excursão com a TR3. Quando posso, gosto de passar uns dias em casa no meio das viagens.

Se a “formação” está fechada, o repertório dos shows não é algo assim tão decidido.

- Bom, primeiro vou ensaiar e conversar com os meus convidados, o grande Carlos Malta () e Pedro Agapio (), além, claro, de algum improviso que rola ali, na hora - prevê ele. - Fui a uma casa de samba com Carlos uma vez (), vi grandes músicos, como Yamandu Costa, e a alegria das pessoas era contagiante, numa noite de segunda-feira!

Ele diz que seus shows solo são, de certa forma, um fruto da combinação de todas as outras formações.

- Uma coisa se alimenta da outra - diz. - Meu desejo de tocar com uma banda grande, em que todos são grandes músicos, em lugares grandes, eu satisfaço com a DMB. Enquanto estou ali, vêm ideias para outras coisas. Não tenho muitas oportunidades de estar sozinho com o violão na frente de uma plateia, isso me empolga muito.

Então, sempre que pode, ele pega o violão em casa para ensaiar?

- Não sei se dá para chamar exatamente de "ensaiar" - diz. - Eu pego e saio tocando. Primeiro vêm as músicas que estão na minha cabeça, que saem mecanicamente. Depois, aos poucos, vou ficando mais espontâneo, e é aí, acho, que surgem as coisas mais legais.

Ele acha que o gênero "rock instrumental" cabe bem no tipo de música que faz. Algo diferente da maioria dos músicos, que gostam de dizer que rótulos limitam sua arte. Reynolds parece realmente ser um sujeito um pouco diferente: ele costuma dizer, por exemplo, que vem "de lugar nenhum", porque nasceu em Wiesbaden, na Alemanha, e, por causa da

carreira militar do pai, pulou de galho em galho até parar em Charlottesville, na Virgínia, onde frequentava o bar que tinha o universitário e músico amador Dave Matthews como .

- Acho que rock instrumental é perfeito, abarca tudo o que faço, até porque rock hoje em dia é tudo, como o jazz - filosofa. - Como eu cresci ouvindo rock clássico, que me despertou para a música, acho justo chamar assim a minha música.

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