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Alicia Keys inspira mulheres negras no Rock in Rio

Alicia Keys vai subir ao Palco Mundo, no Rock in Rio, neste domingo, após às 22h30. Mas, quem caminha pela Cidade do Rock antes do espetáculo já percebe a dimensão da representatividade da americana em seu público. A cantora, que recentemente adotou as trancinhas afro no cabelo, tem fãs espalhadas pelo festival com o visual parecido. É o caso da modelo e promotora de eventos Franciely Costa, de 25 anos.

— Eu adoro. Aqui no Rock in Rio vim a trabalho mas estou me divertindo por consequência — conta a paulista, que tinha o cabelo e há algumas semanas adotou as tranças. — Duas vezes no ano eu faço tranças dependendo da minha metamorfose. Meu trabalho exige estilo, empoderamento. Isso eu também identifico na Alicia. Ela é negra, é uma referência de atitude. Eu me espelho nela para dizer que eu posso ser igual, posso chegar aonde ela está. Ela diz para a grande massa que nós podemos ter espaço onde quer que a gente queira.

Na frente de mais de 70 mil pessoas, a Princesa do Soul, dona de cinco grammys, representa milhões de mulheres negras mundo afora e no Brasil. Veja o depoimento de outras fãs que se identificam com o posicionamento da cantora:

“Alicia tem uma pegada da e sempre defendeu a pauta preta em relação a estereótipo, à filosofia de vida, à religiosidade. Ela ter desistido de se submeter à ditadura da maquiagem também foi um marco. Ela banca: ‘Eu sou natural, eu sou preta, eu sou linda e assim que eu vou performar’. É maravilhosa”.

“Ela dá força para as fãs que quererem fazer a transição a assumir o cabelo. Alicia é uma grande figura na luta contra o racismo”.

“Na Alicia o que mais me impactou foi a defesa dela da liberdade da mulher de não precisar usar maquiagem. As pessoas não sabem como é, para uma mulher negra, que normalmente está fora dos padrões estéticos, dizer não a essa cobrança. Essa atitude me impressiona e me deixa à vontade para não corresponder à ditadura da beleza”.

“Ela inspira as pessoas de onde ela vive e daqui. Gosto que ela reforça a questão do amor próprio. Se a gente não se ama não pode amar os outros”.

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