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Locais raros surgem na “terra escura” na Amazônia após fenômenos naturais

Locais raros surgem na “terra escura” na Amazônia após fenômenos naturais
Locais raros surgem na “terra escura” na Amazônia após fenômenos naturais

Incêndios naturais e enchentes de rios, e não a engenhosidade das populações indígenas, criaram locais raros adequados para a agricultura na chamada “terra preta de índio” ou “terras escuras” na região Amazônia.

Uma pesquisa publicada ontem (4), na Nature Communications, mostra que os processos naturais é que são os responsáveis por levar fósforo, cálcio e carvão que deixaram o solo fértil na floresta amazônica.

Pesquisadores teorizavam que a presença de artefatos pré-colombianos e sinais de domesticação de plantas descobertas na região significava que práticas agrícolas, incluindo queimadas controladas da biomassa da floresta, pelos povos indígenas aumentaram os nutrientes do solo.

Mas, a datação por rõdiocarbono do solo em um bacia extensivamente estudada de 210 hectares perto da confluência dos rios Solimões e Negro, no Noroeste do Brasil, conta uma história diferente.

Esses níveis se relacionam espacialmente com 16 oligoelementos que indicam que a fertilidade não se formou no local, segundo o estudo. Combinado com outros elementos no solo e proporções isotéricas de neodímio e estrôncio, os pesquisadores concluíram que a inundação do rio antes do assentamento provavelmente entregou nutrientes e carvão.
 

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