Desmatamento na Amazônia possibilita o aumento de bactérias

Por Portal do Holanda

12/02/2021 11h29 — em Amazônia

Foto: Greenpeace

Uma pesquisa orientada por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradores, indicou que o desflorestamento Amazônico causa um crescimento na diversidade de bactérias resistentes a antibióticos.

“Se entram em contato com seres humanos, essas bactérias podem se tornar um grande problema”, informa Lucas William Mendes, pesquisador favorecido pela Fapesp no Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena-USP), em Piracicaba, e um dos responsáveis da pesquisa.

Mesmo que as bactérias resistentes a antibióticos vivam presentes no solo florestal, esses microrganismos e seus instrumentos reitores são mais abundantes nos solos de pastos, lugares desmatados e plantações.

Nos trabalhos antecedentes, a equipe do Cena viu que, embora a menor diversidade de microrganismos no solo da floresta, tem um total excesso de bactérias que atuam em funções benéficas para a vegetação, como ciclagem de nutrientes e crescimento da fotossíntese, e mesmo para a atmosfera, como a fixação de carbono e o consumo de metano.

A resposta pode aparecer no próprio solo da floresta. Entretanto, não é possível fazer uma afirmação, contudo, que os microrganismos imunes a antibióticos são aptos a migrar do solo amazônico para os alimentos produzidos nele.

Um manejo que leve em consideração outras funções dos microrganismos além da produtividade das plantas, como ciclagem de nutrientes e diminuição de espécies produtoras de metano, pode ajudar a mitigar o problema.


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