A área verde da comunidade Rio Piorini, que está sendo pretendida por várias construtoras, foi o pano de fundo para uma discussão entre os vereadores Leonel Feitoza (PSD) e Mário Frota (PSDB), que quase entram em luta corporal na manhã desta terça-feira na Câmara Municipal de Manaus. Feitoza taxou o colega de vagabundo, enquanto Frota exigia respeito. Frota apresentou projeto solicitando que o município ceda a área para os moradores que já moram no local e que acabaram com a área verde, mas a proposta recebeu veto total do prefeito Amazonino Mendes (PDT).
O projeto foi subscrito pela vereadora Marise Mendes (PDT) e Luiz Alberto Carijó (PDT), que na hora da votação concordaram com o veto do prefeito. Frota admitiu que a área foi loteada por um irmão seu, mas que teria vendido na boa fé. O objetivo do projeto era legalizar a situação dos moradores que compraram os lotes. Com o veto ao projeto, a Prefeitura, por intermédio da Procuradoria do Município é que vai buscar uma solução.
Ou seja, Mário Frota não perdeu apenas a queda de braço na CMM, perdeu também a condição de capitalizar votos com os moradores da comunidade. Essa condição passa agora a ser do prefeito e de sua bancada de vereadores. Leonel Feitoza já adiantou que no prazo máximo de 15 dias o problema da legalidade do terreno estará resolvida, com os moradores ganhando o direito ao lote de terra que pagaram. “As pessoas que venderam aquela área engaram essas pessoas e terão que pagar criminalmente por isso. Nesta quarta-feira a Procuradoria do Município vai entrar com ação na Justiça pedindo que quem comercializou as terras seja responsabilizado pelo crime”, disse o líder do prefeito.

