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Um dia para a vingança: Ronaldo na mira de Alfredo

Durante entrevista ao programa Ponto Crítico, da  TV A Crítica, o senador Alfredo Nascimento (PR) reafirmou que vai processar o radialista Ronaldo Tiradentes, que teria espalhado "mentiras" a respeito do patrimônio de seu filho, Gustavo,  e sujado a imagem do PR..  Alfredo revelou que teve vontade de largar tudo, reconheceu que a credibilidade dele e do partido sofreram um baque, mas garantiu que nada fez de errado e a Justiça vai provar isso. Manifestou preocupação com o ano eleitoral que se aproxima e com o fato de  o partido precisar ficar com o nome limpo, para participar da eleição.

Alfredo disse ter convicção de que a relação do PR ficou “estremecida” com o governo federal”, porque pessoas do PR e do Ministério que ele comandava foram acusadas de corrupção, mesmo que nada tenha sido provado até agora. “Saiu um primeiro relatório da CGU  (Controladoria Geral da União), que não dá nome a ninguém. Nosso partido continua entendendo o seguinte: é preciso que se dê nome de quem praticou o mal-feito”. O senador também garantiu que as denúncias de enriquecimento de seu filho, não passa de maldade. “A Justiça vai mostrar que foi uma grande maldade feita por um radialista conhecido aqui do Estado”, declarou. Ao ser indagado se podia citar o nome, Alfredo respondeu:  “Posso. É o R onaldo Tiradentes. Mas não só Ronaldo. Também as pessoas que fizeram matéria,  as empresas que publicaram, todas vão ser citadas. Vão ser obrigadas a indenizar o meu filho por dano moral”.

 

Ele  revelou que não será candidato a prefeito de Manaus, e que está faltando oposição no Senado com a saída de Arthur Neto.  Sugeriu que pode ficar na oposição, caso o governo Dilma não diga, com clareza, quem do seu partido “praticou mal-feitos”. Do contrário, assinará o pedido de CPI do Ministério dos Transportes, para ele próprio ser investigado, embora já tenha protocolado um documento na Procuradoria-Geral da República, pedindo a quebra do seu sigilo fiscal e bancário. Essa é a primeira entrevista de Alfredo a um programa de TV, desde que pediu demissão do Ministério dos Transportes, em meio a denúncias da revista Vej a, de que a cúpula do PR cobrava propina para realização de obras.

 

E voltou a repetir que não teve apoio da presidente Dilma Rousseff   e surpreendeu ao elogiar, indiretamente, o ex-senador Arthur Neto, no que pode ser uma crítica aos senadores Eduardo Braga (PMDB) e Vanessa Grazziotin (PCdoB). “Aliás, está faltando alguém da oposição, depois da saída do senador Arthur Neto, para cond uzir as coisas nas negociações que são necessárias que façam, lá no Congresso Nacional”, afirmou, após promete que, nos próximos três anos e meio de mandato  trabalhará muito pelo Amazonas, seja na condição de governista ou oposicionista.

 

Para o senador, os primeiros quatro anos ele, como ministro, trabalhou para o país e a partir de agora se voltará para o Amazonas, o que todos poderão perceber já a partir de outubro.  “Eu  avalio da seguinte forma: fui eleito senador  por oito anos, mas por quatro anos eu servi  ao país, como ministro de estado.  Eu vou dedicar os quatro anos que me restam como senador, ao Amazonas. Muito mais ao Amazonas do que ao país.  E tenho certeza de que vou poder ajudar muito o meu estado”, declarou Alfredo, nascido no Rio Grande do Norte e Cidadão do Amazonas, conferido pela Assembleia Legislativa. Alfredo relembrou todas as conversas que teve com a presidente Dilma depois da denúncia da Veja e revelou que já manteve encontros com interlocutores do Planalto, porque o governo deseja que o PR retorne à base aliada, mas o partido impõe condições.

 

“Eu fui convidado pelo governo para conversar. Já conversei com várias  pessoas do governo, porque o governo pretende que o Partido da República volte  à base. E independente do que estão dizendo, muito claramente me disse a ministra  Ideli, me disse o ministro Gilberto  e todas a pessoas que representam a presidente Dilma, que ela, que o governo gostaria que o  PR voltasse à base.  E o que eu disse  pra eles em nome do colegiado que represento? A minha posição não pode ser diferente. Eu sou presidente  de um partido que tem  42 deputados e sete senadores.  Nós fizemos votação, nós  discutimos para chegar a essa exigência com o governo: nós só voltamos a conversar com o governo,  na possibilidade de voltarmos ou não à base, depois que o governo disser quem é do partido que  tem o nome sujo”, explicou. Alfredo insistiu:não foi demitido, pediu demissão. E saiu por discordar da forma como o governo conduziu a ação no Ministério dos Transportes.

 

 

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