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Ufam suspende acordo com Potássio do Brasil sobre mineração em Autazes

Ufam suspende acordo com Potássio do Brasil sobre mineração em Autazes
Ufam suspende acordo com Potássio do Brasil sobre mineração em Autazes

Manaus/AM - A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) suspendeu o acordo firmado com a Potássio do Brasil para o projeto de mineração em Autazes, a 111 km de Manaus. A decisão foi tomada devido aos questionamentos judiciais em torno do empreendimento. 

Assinado em 2023, o protocolo de intenções tinha como objetivo minimizar os impactos socioambientais das atividades mineradoras, que estão sob investigação do Ministério Público Federal (MPF) por possíveis danos ao povo indígena Mura. A empresa nega qualquer irregularidade.

A mudança de posição da UFAM ocorreu após uma reunião entre o procurador do MPF, André Bessa, e a reitoria da universidade, na quarta-feira (25), onde foram levantadas dúvidas sobre a legalidade do projeto. A parceria ficará suspensa até que as disputas judiciais sejam resolvidas.

O MPF alega que as operações da Potássio do Brasil invadem terras indígenas Mura e que a empresa não seguiu os procedimentos de licenciamento federal. O órgão também aponta irregularidades no processo de consulta aos indígenas.

A Potássio do Brasil afirma que parte da comunidade Mura apoia o projeto, citando uma assembleia realizada em 2023, onde líderes indígenas manifestaram aprovação em troca de promessas de melhorias na infraestrutura local.

A polêmica ocorre após a UFAM ser criticada por abrir um processo contra uma professora acusada de apoiar juridicamente grupos indígenas contrários ao projeto. O caso foi arquivado após forte repercussão negativa.

O presidente Lula, em visita recente ao Amazonas, afirmou que só apoiará o projeto de mineração se não houver impactos ambientais. 

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