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TRF1 suspende decisão contra requisições de leitos para pacientes em Manaus

Na rede particular

TRF1 suspende decisão contra requisições de leitos para pacientes em Manaus
TRF1 suspende decisão contra requisições de leitos para pacientes em Manaus

Manaus/AM - O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), desembargador I'talo Fioravanti Sabo Mendes, na noite de terça-feira (23), derrubou a decisão da 1ª Vara Federal Cível do Amazonas que suspendeu a requisição de leitos clínicos e de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), para pacientes com Covid-19, de um hospital privado de Manaus.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) expediu notificação, extrajudicial, de requisição administrativa de leitos de 12 hospitais privados da capital. O TRF-1 acatou o recurso da Procuradoria Geral do Estado (PGE), com decisão favorável ao Governo do Amazonas, suspendendo a decisão anterior. 

Entenda o caso

A SES-AM reuniu, de forma virtual, representantes dos hospitais privados de Manaus, no dia 3 de fevereiro de 2021, para discutir a requisição. Decreto estadual n° 43.360, de 4 de fevereiro, autorizou o pedido de requisição dos leitos da rede privada pela secretaria.

Na última quinta-feira (18), a gestão da SES-AM realizou reunião, híbrida, com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Amazonas e diretores de hospitais privados para esclarecer dúvidas sobre o processo. Apenas um hospital privado cedeu um leito para pacientes da rede pública após a requisição. 

A SES-AM expediu requisição aos hospitais Adventista; Check UP; Unimed; Santa Júlia; Santo Alberto; São Lucas; Samel (as duas unidades) e Hapvida, nas unidades Rio Negro, Rio Amazonas, Rio Solimões e Distrito I. As instituições privadas devem informar à SES-AM até às 14h, diariamente, o quantitativo de leitos ocupados, disponíveis e a reserva técnica da unidade hospitalar. 

“A requisição foi feita com amplo diálogo com os hospitais privados. Há um lapso temporal entre a data da publicação da requisição, no dia 4 de fevereiro, e sua efetiva implementação no dia 14. Justamente porque houve diálogo com a rede privada, uma prévia ciência e sensibilização junto a essas unidades de saúde”, explicou o assessor jurídico da SES-AM, Heleno de Lion. 

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