O acusado de integrar a organização criminosa comandada pelo peruano Jair Ardela Michue, o “Javier”, Manoel Rodrigues da Silva, preso pela Polícia Federal durante a “Operação Apocalipse”, ingressou com pedido de prisão domiciliar, mas não obteve sucesso.
O juiz Fernando Cleber de Araújo Gomes, 1ª Vara Federal de Tabatinga, acompanhou o parecer do Ministério Público Federal e indeferiu o pedido.
Para conseguir a prisão domiciliar a defesa alegou que Manoel é portador de um conjunto de enfermidades graves (diabetes melitus, hipertensão arterial sistêmica, encefalopatia hipertensiva e crise convulsiva), com necessidade de submissão a um tratamento médico ininterrupto.
Operação Apocalipse
A Polícia Federal prendeu no dia 16 de junho em Manaus e Tabatinga 11 pessoas acusadas de envolvimento com o narcotráfico. A operação Apocalipse foi deflagrada para cumprir 16 mandados de prisão preventiva expedidos por juízes federais. O objetivo era desarticular uma organização criminosa que atuava na região da tríplice fronteira (Brasil/Colômbia/Peru) e com ramificações em Manaus.
O peruano Jair Ardela Michue, o “Javier”, preso no início deste ano por agentes da Polícia Federal é suspeito de liderar a organização.
As investigações tiveram início em novembro do ano passado e possibilitaram identificar o esquema de fluxo financeiro ilícito por meio de contas de empresas sediadas em Tabatinga, assim como a ocultação de capital em contas bancárias de “laranjas” em proporções significativas.
Ao longo do trabalho da polícia, de levantamento de dados e informações, foram apreendidos 411 quilos de cocaína, R$ 25 mil em espécie, sete fuzis calibre 5,56 mm, duas pistolas 9 mm (arma de uso exclusivo das Forças Armadas), um revólver calibre 38, uma embarcação (modelo e tamanho não divulgados), dois automóveis e quatro motocicletas.
