Início Amazonas Trabalho infantil no Amazonas é maior que média nacional, diz Fórum
Amazonas

Trabalho infantil no Amazonas é maior que média nacional, diz Fórum

Trabalho infantil no Amazonas é maior que média nacional, diz Fórum
Trabalho infantil no Amazonas é maior que média nacional, diz Fórum

Manaus/AM - O Amazonas tem índice de trabalho infantil maior que o nacional. Enquanto 6% da população do Estado entre 5 e 17 anos (56,6 mil pessoas) estava em situação de trabalho infantil em 2019, de acordo com a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad), no Brasil essa taxa era de 4,8%, segundo dados do  Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Trabalho do Adolescente no Amazonas (Fepecti).

O fórum vai realizar amanhã, na Ponta Negra, a partir das 8h, a II Marcha de Manaus contra o Trabalho Infantil, que tem como objetivo reafirmar o compromisso coletivo dos parceiros, apoiadores e voluntários em lutar por um Brasil sem Trabalho Infantil.

Na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) do IBGE em 2019, a região Norte tinha mais de 235,7 mil crianças e adolescentes identificadas em situação de trabalho infantil.

A região com maior número de casos é a Sudeste, com 579.420, seguida pela Nordeste, com 558.151, a Sul com 246.034 e a Centro-Oeste, com 149.152.

Em todo o país, trabalho infantil atinge mais de 1,7 milhão de meninos e meninas entre 5 e17 anos com ocupações em atividades agrícolas e não agrícolas, incluindo aqueles que trabalham em atividades produtivas para o próprio consumo.

Especialistas alertam que se trata de uma violação que representa prejuízos no desenvolvimento da infância e da adolescência, contrariando os direitos garantidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Para eles, a infância e adolescência são as fases mais importantes para a formação do ser humano e quando muitos meninos e meninas passam por esse período de forma desgastante e inapropriada, pode gerar consequências físicas e emocionais para toda a vida.

Os adolescentes são os mais prejudicados pela violação: representam 1,3 milhão do total de casos, seguidos pelos meninos que somam 66,4%, enquanto as meninas representam 33,6%, e pretos ou pardos que totalizam 66,1% dos casos de trabalho precoce. 

Em 2020, cerca de 556 crianças e adolescentes foram vítimas de acidentes de trabalho, que vão desde quedas até amputações. 

Os representantes de entidades que participam da mobilização contra o trabalho infantil também fazem questão de criticar conceitos que viraram tabus disseminados na sociedade como o que diz que “É melhor trabalhar do que roubar”, “O trabalho enobrece”, “Trabalhar é bom para adquirir responsabilidades”, “Eu trabalhei desde criança e conquistei as minhas coisas graças a isso”, entre outros. 

Para os especialistas, está provado que o trabalho precoce não é responsável por afastar a criança da criminalidade ou fazê-la adquirir responsabilidades, muito pelo contrário, o trabalho infantil afasta a criança do convívio familiar, escolar e social, o que impacta diretamente na formação de valores e compromissos. O que distancia a criança ou o adolescente de atividades ilegais é a sua ocupação no tempo livre e a qualidade da orientação que recebe, asseguram.

Siga-nos no

Google News
Quer receber todo final de noite um resumo das notícias do dia?