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Tortura: juiz ouve testemunhas

O juiz Mauro Antony, que está respondendo pela 2ª Vara do Tribunal do Júri, começou a ouvir na terça-feira   as testemunhas de acusação, defesa e os sete policiais da Força Tática, flagrados em agosto do ano passado em uma filmagem torturando e atirando no adolescente MPC.
Foram ouvidas pela manhã   testemunhas de acusação e as de defesa  arroladas pelo policial Rozilvado de Souza Ferreira.

Nesta quarta-feira,  o juiz ouvirá as testemunhas de defesa arroladas pelos réus  Alexandre Souza dos Santos e André Luiz Castilho Campos.

Na quinta-feira será a vez das  testemunhas de defesa de Marcos Teixeira de Lima e do cabo Janderson Bezerra Magalhães, que comandava a guarnição no dia da sessão de tortura.

Na sexta-feira Mauro Antony  ouvirá as arroladas por Wesley Souza dos Santos e Wilson Henrique Ribeiro Cunha.

Na segunda-feira, dia 1,   sete réus que promoveram em agosto do ano passado a sessão de tortura ao adolescente em um beco localizado no bairro Amazonino Mendes (Mutirão), Zona Norte de Manaus, serão ouvidos.

Revogação de prisão indeferida

Na semana passada o juiz Mauro Antony  indeferiu o pedido de revogação de prisão preventiva  dos réus André Luiz Castilho Campos, Wesley Souza dos Santos, Marcos Teixeira de Lima, Wilson Cunha, Alexandre Souza Santos e o cabo Janderson Bezerra.

Na decisão o magistrado diz que “por serem policiais têm o dever de proteger a população e não de amedrontá-la”. Ele garante ainda que a conduta dos acusados demonstra  que são de alta periculosidade, nocivos á sociedade, além de levarem descrédito à Justiça.

O policial Wilson Henrique Ribeiro, já havia tentado conseguir habeas corpus no Tribunal de Justiça, mas por unanimidade no dia 15, os desembargadores da Segunda Câmara Criminal  negaram a ordem e mantiveram a prisão preventiva do acusado.
 

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