Compartilhe este texto

Tese de antídoto usada por defesa da médica de Benício é questionada: "Não existe"

Por Portal Do Holanda

28/11/2025 12h10 — em
Amazonas


Médica Juliana Brasil - Foto: Neto Silva/Portal do Holanda

Manaus/AM – A defesa da médica Juliana Brasil Santos, investigada pela morte do menino Benício Xavier, de 6 anos, alegou que não houve negligência nem dolo eventual por parte da profissional durante o atendimento no Hospital Santa Júlia.

Segundo os advogados, ao contrário do que relatou uma testemunha, Juliana teria ido imediatamente socorrer a criança e solicitado o uso de um suposto antídoto para tentar reverter os efeitos da overdose de adrenalina.

Contudo, o delegado Marcelo Martins afirmou na manhã desta sexta-feira (28) que esse “antídoto” não existe, conforme explicaram outros médicos ouvidos pela polícia.

"A situação do antídoto, a gente também tem depoimento de testemunhas que dizem que não existe antídoto para essa esse tipo de situação. Nós fomos até um médico muito experiente, que estava na situação de testemunha desse caso, e ele informou que não existe nenhum nenhuma medicação que possa contrapor uma overdose de adrenalina que foi o caso. Então, não havia o que se fazer, em termos de medicação para salvar a criança, a não ser administrar um soro, segundo o médico que testemunhou aqui ontem aqui na delegacia".”, disse o delegado.

O argumento da defesa foi apresentado após declarações do delegado de que a médica teria agido com indiferença diante da gravidade da situação, o que poderia caracterizar dolo eventual – quando o agente assume o risco de provocar o resultado morte.

De acordo com os advogados, Juliana tem colaborado com as investigações, agiu dentro dos protocolos médicos e buscou alternativas para salvar a vida do paciente. Eles reforçam que a médica não representa risco à sociedade e que está psicologicamente abalada com a repercussão do caso.

O delegado destacou que o caso segue sob investigação e que outros médicos que participaram do socorro também estão sendo ouvidos. Uma das profissionais teria tentado reverter o quadro de Benício já na sala vermelha, quando a criança sangrou pelo nariz e boca, conforme relato do pai.

“Já tomamos depoimentos de médicos e demais profissionais que auxiliaram no atendimento. Todos confirmaram que o diagnóstico da criança foi de overdose de adrenalina – uma superdose que culminou em pelo menos seis paradas cardíacas até o óbito”, acrescentou Marcelo Martins.

A Polícia Civil segue com a apuração para esclarecer se houve negligência ou erro médico no atendimento prestado a Benício.


Siga-nos no
O Portal do Holanda foi fundado em 14 de novembro de 2005. Primeiramente com uma coluna, que levou o nome de seu fundador, o jornalista Raimundo de Holanda. Depois passou para Blog do Holanda e por último Portal do Holanda. Foi um dos primeiros sítios de internet no Estado do Amazonas. É auditado pelo IVC e ComScore.

ASSUNTOS: Amazonas

+ Amazonas