Manaus/AM - O Procon-AM colocou equipes nas ruas de Manaus para investigar a escalada repentina nos preços dos combustíveis ocorrida no último fim de semana.
A ofensiva busca identificar se o salto da gasolina comum para R$ 7,29 possui lastro econômico ou se os postos estão lucrando de forma abusiva.
Em alguns estabelecimentos da capital, o consumidor já encontra a versão aditivada sendo comercializada pelo valor de R$ 7,49 por litro.
O diretor-presidente do órgão, Jalil Fraxe, confirmou que a prioridade agora é o levantamento documental para entender a origem desse aumento.
A fiscalização exige notas fiscais de compra e relatórios de estoque para confrontar o que o posto pagou com o que está cobrando na bomba. Fatores como a cotação do petróleo e a gestão privada da Refinaria do Amazonas (Ream) estão no radar das autoridades como possíveis influências.
Vale lembrar que, embora o mercado seja livre, os revendedores não podem elevar margens de lucro sem uma justificativa de custo real.
Postos que não comprovarem a necessidade do reajuste através de documentos fiscais ficam sujeitos a notificações, autos de infração e multas.
O órgão reforça que a participação da população é essencial e pede que motoristas denunciem valores considerados fora da realidade do mercado.

