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Sol firme, 33°C e nenhuma gota de chuva: o Amazonas segue no ritmo seco da vazante

Manaus tem mínima de 26°C, máxima de 33°C e nenhuma previsão de chuva nesta quarta-feira; umidade cai a 49% à tarde

Sol firme, 33°C e nenhuma gota de chuva: o Amazonas segue no ritmo seco da vazante
Reprodução

Manaus acorda nesta quarta-feira (12) com o mesmo padrão dos últimos dias: sol entre nuvens e nenhuma previsão de chuva. Os termômetros saem de uma mínima de 26°C e devem alcançar 33°C no período da tarde, com sensação térmica ainda mais alta por causa do vento fraco, entre 5 e 25 km/h, soprando de leste. A umidade relativa do ar, que amanhece perto dos 81%, deve despencar para 49% nas horas mais quentes — número baixo para os padrões amazônicos e suficiente para deixar o ar pesado e ressecado. À noite o céu continua nublado, mas segue sem chover.

No interior, o quadro se repete de calha em calha. No Baixo Amazonas, Parintins tem sol com poucas nuvens e temperaturas entre 25°C e 33°C, sem chuva à vista. No Alto Solimões, Tabatinga varia entre 23°C e 32°C, com muitas nuvens durante o dia e índice ultravioleta em nível muito alto. Tefé, no médio Solimões, amanhece encoberta com mínima de 23°C e tarde de calor forte. O tempo seco também se reflete nos rios: o Rio Negro marcou 26,77 metros no Porto de Manaus no dia 10, depois de cair 58 centímetros em apenas dez dias — um ritmo de vazante cerca de 70% mais rápido que o registrado no mesmo período do ano passado.

Com calor e ar seco, o cuidado principal é com a hidratação. Beba água ao longo de todo o dia, mesmo sem sentir sede, e reforce o consumo de frutas e líquidos naturais. Use protetor solar e reaplique a cada duas horas, principalmente entre 10h e 16h, quando a radiação está no pico. Crianças, idosos e pessoas com asma ou rinite merecem atenção redobrada: a umidade baixa irrita as vias respiratórias e pode desencadear crises. Umedecer os ambientes com toalhas molhadas ou bacias de água ajuda, assim como usar soro fisiológico no nariz. E mesmo sem chuva, vale checar vasos, calhas e recipientes no quintal — água parada continua sendo criadouro do mosquito da dengue.

Para quem vai às ruas, óculos escuros, boné ou chapéu e roupas leves fazem diferença. Quem trabalha exposto ao sol deve buscar sombra em intervalos regulares e evitar esforço físico intenso nas primeiras horas da tarde. Na estrada e nos ramais, a poeira levantada pelo tempo seco reduz a visibilidade e pede distância maior do veículo da frente. Nos rios, a descida acelerada das águas exige cautela de barqueiros e ribeirinhos, com atenção aos bancos de areia que vão surgindo. O restante do dia deve seguir sem mudanças: nebulosidade variável, calor e tempo firme até a noite.

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