Seminário de Cosméticos discute projeto estruturante para região Norte

Por Portal do Holanda

19/11/2015 14h02 — em Amazonas

As oportunidades, os gargalos e a rede de conhecimentos já existentes sobre o setor de cosméticos estiveram em pauta de quarta-feira (18) durante o III Seminário de Cosméticos de Base Florestal da Amazônia, que integra a programação da Jornada de Seminários da oitava edição da Feira Internacional da Amazônia (Fiam 2015). O debate contou com a participação de representantes de indústrias, varejistas, consultores e pesquisadores interessados em desenvolver cadeias produtivas locais, padronizar os insumos, ampliar a competitividade dos produtos e ampliar seus canais de comercialização no Brasil e no exterior. 

Com recursos orçados em cerca de R$ 5 milhões, o Projeto Estruturante de Cosméticos de Base Florestal da Amazônia é o foco do seminário. Desenvolvida desde 2013 pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) nos sete Estados da região Norte, esta iniciativa tem encerramento marcado para 2017. Além do Sebrae, o projeto conta com o envolvimento de comunidades fornecedoras, micro e pequenas indústrias de cosméticos e instituições de ensino e de pesquisa.

Veja as orientações para empresas

Segundo a coordenadora do projeto no Sebrae-AM, Wanderléia Oliveira, o recurso programado para a realização do projeto no Estado é de R$ 1,3 milhão. No “pacote” de informações apuradas até o momento, já constam os entraves e também as oportunidades do segmento de Higiene, Beleza e Cosméticos. No Amazonas, há apenas nove empresas oficialmente cadastradas no ramo, enquanto na região Norte são 48.

“As oportunidades são muito grandes. Nos últimos 18 anos, o mercado brasileiro de cosméticos apresentou crescimento médio anual de 10%, ocupando a terceira posição no ranking mundial de consumo. Então precisamos ampliar a participação do Norte. Temos em nossa região a fonte de insumos para cosméticos naturais e nosso desafio é deixar de ser apenas fornecedor de matéria-prima para desenvolvermos produtos com valor agregado”, avaliou a coordenadora. Sobre as dificuldades, Wanderléia cita que as principais são a falta de padronização da matéria-prima, a baixa qualificação da mão de obra e os custos logísticos, que interferem no preço final dos produtos. “Nosso objetivo é desenvolver conhecimentos normativos, tecnológicos e mercadológicos e, por meio deles, proporcionar maior segurança ao setor”, afirmou Oliveira.   

Para a coordenadora nacional do projeto, Hulda Oliveira, uma das contribuições do seminário realizado na Fiam 2015 será a oficina que acontece nesta quinta-feira (19) na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), das 9h às 16h, com a participação de representantes da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A tônica do encontro será a identificação de demandas de normalização para insumos utilizados na indústria cosmética. “Mapeamos todo o conhecimento da produção de cosméticos e agora vamos iniciar a elaboração da norma técnica para nortear as análises laboratoriais. A norma técnica será publicada pela ABNT e disponibilizada para todo o setor”, explicou.

De acordo com a representante da consultoria Planeta Orgânico, Maria Beatriz Costa, as indústrias instaladas na Amazônia devem aproveitar as demandas que estão surgindo nos países europeus para ampliar sua atuação. “A bioeconomia é o tema do século 21. Só a Alemanha está disponibilizando 2.6 bilhões de euros para projetos destinados à bioeconomia”, destacou.

Foto: Divulgação/Suframa

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