A seca severa que atinge a Amazônia pode bater recorde este ano e se estender até janeiro, conforme previsão do Centro de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).
O impacto da navegação pelos rios estratégicos é crítica e até o fim do anos o número de municípios afetados pela estiagem deve aumentar, ocasionando perda de produção agrícula e falta de alimento já que o principal meio de transporte é através dos rios.
Para Ana Paula Cunha, pesquisadora do Cemaden na área de secas e agrometeorologia, a estiagem deste ano deve se igualar ou superar a seca de 2015/2016.
Segundo o Cemaden, a previsão é péssima para os próximos meses nos rios Negro, Solimões, Amazonas, Madeira, Juruá, Purus e Xingu.
A seca deste ano é potencializada pelo El Niño, que está mais forte devido ao aquecimento do Atlântico Tropical Norte, e a falta de chuva também deve se estender. O período chuvoso que geralmente começa em novemnbro deve atrasar.

